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Haddad deve encaminhar até o fim de março a regulamentação da reforma tributária, diz Alckmin

Pragmático, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não briga com a realidade. Em entrevista, ele reconheceu que o ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no domingo (25) foi grande e demonstra o tamanho da sua força política. Assim, Lula tratou de acelerar ações que já estavam em curso como forma de reverter os efeitos políticos da manifestação. Duas ações importantes nesse sentido marcaram a terça-feira (27).

Pela manhã, o governo apoiou a aprovação na Comissão Especial da Câmara da PEC que amplia a isenção tributária das igrejas. Ainda que a isenção atenda a todos os segmentos religiosos, ela agrada à bancada evangélica, que tem maioria conservadora e estava em peso no ato de domingo, assim como seus eleitores. E, no fim do dia, Lula assinou medida revogando parte da MP da Reoneração, atendendo ao empresariado e ao Centrão, buscando atraí-los também. Ainda que tudo já estivesse sendo negociado, o ato acelerou as soluções.

É o que explicam Alexandre Jardim e Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.

Ações de Lula para reverter o ato de Bolsonaro

O ato em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro no domingo (25) na Avenida Paulista ainda repercute. Aos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva impressionou a capacidade de arregimentação que Bolsonaro ainda possui.

Mas impressionou ainda mais a capacidade de atração dos políticos do campo conservador. Havia antes uma impressão de que eles não iriam querer colar a sua imagem à de Bolsonaro. Mas, no entanto, eles compareceram.

Surpreendeu, por exemplo, a presença do governador de Goiás. Ronaldo Caiado. Mas por que os políticos do campo conservador, mesmo aqueles não tão identificados com o bolsonarismo, compareceram?

Porque no debate político polarizado de hoje, não há meio termo. Ou se está de um lado ou se está de outro. E esses políticos brigam pelo espólio de Bolsonaro. É o que explicam Alexandre Jardim e Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.

Governadores: solidariedade a Bolsonaro ou cálculo político?

A manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no domingo (25) na Avenida Paulista, em São Paulo, foi uma inegável demonstração de força. Bolsonaro segue politicamente vivo. Segue sendo um líder de massas capaz de arregimentar uma grande quantidade de pessoas a seu favor. Mostra, assim, que mesmo inelegível, tem capacidade de influir no jogo das eleições municipais de outubro.

Politicamente, esse é o cenário. Juridicamente, porém, ainda que possa usar como escudo a demonstração de força política, é improvável que consiga conter o avanço das investigações contra ele. E, nesse sentido, Bolsonaro optou por propor uma trégua. Usou o apoio da multidão para pedir que se passe “uma borracha no passado”, para propor uma anistia aos que estão sendo condenados pelos atos de 8 de janeiro. Uma anistia que, ao final, incluiria a ele.

Os pesos político e jurídico do ato de domingo são o tema do JBrNews de hoje. Com Alexandre Jardim e Rudolfo Lago.

O ato de Bolsonaro e suas consequências

A eleição de Jair Bolsonaro em 2018 trouxe uma novidade para a política brasileira: o surgimento de um segundo líder de massas. Até aquele momento, só havia no Brasil um político contemporâneo com essas características: Luiz Inácio Lula da Silva. Com Bolsonaro, o país passou a ter um líder de massas de esquerda – Lula – e um líder de massas de direita – Boilsonaro.

Neste momento, os dois líderes vivem momentos políticos e desafios diferentes. Lula enfrenta a necessidade de testar sua capacidade de articulação política, diante de um Congresso que muitas vezes lhe é hostil. E Bolsonaro, fustigado pelas investigações da Polícia Federal autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tenta mostrar, com o ato que convocou para o domingo (25) que ainda tem a mesma capacidade de arregimentar multidões, como forma de dar uma resposta política às ações contra ele.

A situação dos dois líderes em seus momentos distintos é o tema do JBrNews de hoje. Com Alexandre Jardim e Rudolfo Lago.

Lula e Bolsonaro: líderes em momentos distintos