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Ex-prefeito mata empresária em escritório durante conversa sobre divórcio no PA

O político, que atualmente era vereador na cidade, teria cometido suicídio após atirar na nuca da ex-mulher

Redação Jornal de Brasília

05/06/2026 8h18

prefeito (1)

Foto: Divulgação

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A empresária Icicléia Alves Veloso, 41, conhecida como Léia, foi assassinada pelo ex-prefeito de Ourilândia do Norte (PA), Romilson Veloso e Silva (PP), 69, no momento em que os dois estavam em um escritório de advocacia da cidade para discutir detalhes do divórcio.

O feminicídio foi confirmado pela Polícia Civil, que teve acesso a imagens gravadas em uma sala onde o ex-casal estava no momento do crime, ocorrido na quarta-feira (3).

O político, que atualmente era vereador na cidade, teria cometido suicídio após atirar na nuca da ex-mulher, que estava sentada em uma cadeira do escritório quando foi atingida. O corpo dele foi encontrado no banheiro do estabelecimento.

Médico e um dos pioneiros de Ourilândia, ele era conhecido como Dr. Veloso e exerceu quatro mandatos na prefeitura antes de ser eleito para o Legislativo, em 2024. Ele e Léia tinham dois filhos adolescentes.

A mulher chegou a ser socorrida e foi internada na UTI do Hospital Regional da PA-279, mas não resistiu e morreu na tarde desta quinta-feira (4).

Segundo o delegado Elioenai de Jesus, as imagens analisadas pela polícia mostram o momento em que o ex-prefeito fez um único disparo ao ficar sozinho com a empresária em uma das salas do escritório. Ele foi para trás da cadeira onde Léia estava sentada e disparou em sua nuca.

De acordo com o responsável pela investigação, o casal não chegou a discutir e há indícios de que o feminicídio tenha sido premeditado.

A Prefeitura de Ourilândia decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-prefeito e divulgou duas notas separadas lamentando as mortes. O ex-prefeito foi velado na Maçonaria de Ourilândia do Norte.

Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, 3.642 mulheres foram assassinadas no Brasil em 2024, o que corresponde a uma taxa de 3,4 mortes a cada 100 mil mulheres.

Esse número faz parte da nova edição do Atlas da Violência, estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado no mês passado.

A Lei do Feminicídio alterou o Código Penal e passou a tipificar esse crime no Brasil em 9 de março de 2015. A legislação abrange assassinatos de mulheres em contextos de violência doméstica, familiar ou motivados por misoginia.

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