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JBr Entrevista
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Agnelo Queiroz diz que faltou comunicação, durante seu governo

Ex-governador do DF e pré-candidato à Câmara dos Deputados avalia sua gestão, com erros e acertos, e coloca seu nome de volta nas urnas, após derrota na reeleição ao GDF

Suzano Almeida

01/06/2026 5h00

Agnelo Queiroz / Foto: Rodrigo Cunha

Agnelo Queiroz / Foto: Rodrigo Cunha

O convidado desta edição do JBr Entrevista é o ex-governador Agnelo Queiroz (PT). Ex-deputado federal, ministro de Estado, o gestor fez um balanço do seu mandato à frente do Governo do Distrito Federal (GDF), entre erros e acertos. Agora, quase 12 anos após seu último mandato eletivo, ele quer concorrer à Câmara dos Deputados, em uma eleição que se mantém polarizada. 

Como se deu seu início político?

Fui deputado distrital no primeiro mandato constituinte aqui, depois fui deputado federal por três mandatos, fui ministro do Esporte do presidente Lula, no primeiro mandato (no Lula 1) e, posteriormente, governador do Distrito Federal. Então, é uma carreira dedicada à nossa cidade, ao nosso povo. Em toda essa trajetória longa na política, houve muita dedicação ao povo de Brasília e do Brasil.

Sendo médico, gostaria de saber como o senhor avalia o que foi feito na sua gestão e a situação atual da Saúde do DF?

Brasília sempre teve uma boa tradição no sistema público de saúde. É um sistema hierarquizado que tinha governos que investiam mais outros menos, mas, durante o meu governo, eu peguei um período em que a situação da saúde estava muito ruim. Então, eu tive que contratar 16 mil servidores para a Saúde por concurso público em todas as áreas: médico, enfermeiro, técnico, farmacêutico, fisioterapeuta, todo o pessoal de apoio, todas as áreas. Além disso, eu fiz as UPAs (unidades de pronto atendimento); não existiam UPAs no Distrito Federal para fazer o pronto atendimento e diminuir o fluxo nos hospitais. Fiz as clínicas da família, foram 12; cada clínica dessas tem uns sete consultórios odontológicos, e passamos a ter atenção primária de odontologia durante o meu governo. Dentro desses 16 mil, estão os dentistas também; foram vários que nós contratamos, pois havia uma deficiência gigante. Além de ter reformado todos os centros de saúde (hoje UBS) e todos os hospitais da rede. O Hospital de Base é um exemplo disso. Fiz o Hospital da Criança, que é um modelo, e um dos melhores hospitais infantis do Brasil, hoje com reconhecimento internacional. Portanto, foi muita dedicação à área de saúde, ao Sistema Único de Saúde.

E o que mudou, de lá para cá, que lhe desagradou?

Depois do meu governo, entregaram o Hospital de Base — o governador que me sucedeu [Rodrigo Rollemberg (PSB)] entregou o Hospital de Base para uma Organização Social —, e isso foi um tiro no coração do sistema de saúde pública, para destruí-la. Hoje nós estamos colhendo todas as consequências disso. Hoje, além do Hospital de Base, tem o Hospital de Santa Maria — que na época eu retomei, era OS (Organização Social) e eu tive que retomar para a Secretaria de Saúde, e só ali foram 500 profissionais trabalhando que eu tive que contratar no começo do meu governo, nos primeiros meses.

Onde mais lhe preocupa?

Vivemos uma tragédia humana. Paciente com câncer que não tem tratamento imediato é uma situação criminosa. E é isso que está acontecendo. Para conseguir uma biópsia, para fazer uma ressonância, para fazer uma pequena cirurgia ou uma cirurgia eletiva, não há chance nenhuma. É uma tragédia humana que chegou ao ponto de pacientes daqui serem tratados no Entorno do Distrito Federal. Irem para Santo Antônio do Descoberto, para o Novo Gama, para Goiânia ou para estados do Nordeste. Soube de um caso recente: eu sou professor hoje do curso de medicina e atuo como médico, e uma funcionária da Clínica Escola me falou que um parente dela conseguiu fazer a cirurgia de vesícula em Parnaíba, no Piauí. Isso nunca aconteceu na história do Distrito Federal. Sempre foi o contrário, o Brasil todo vinha para cá. No meu período, eu recebia crianças com má-formação cardíaca do Norte do Brasil para fazerem cirurgia aqui no Hospital de Base, encaminhadas pelo SUS. Você imagina a complexidade que aqui sempre teve. Infelizmente, essa é a realidade hoje da saúde pública.

Como é que o senhor avalia a situação do funcionalismo público no Distrito Federal?

Essa pergunta é fundamental. Você só pode ter um serviço público funcionando bem se não tiver pessoas trabalhando lá. Não existe serviço público sem os servidores públicos trabalhando. Por isso, eu tive que recompor o sistema de saúde e o sistema público aqui. Eu contratei, ao todo, além desses 16 mil da saúde, 36 mil servidores por concurso público, em todas as áreas. Foram 8 mil professores e quase 6 mil profissionais da Segurança Pública, além de outras áreas que estavam desassistidas na administração direta, etc. Havia administrações que não tinham carreira, que foram criadas, etc. Então, além de contratar, eu fiz planos de carreira e dei aumentos para a recuperação de perdas salariais. E isso depois de botar a casa em dia.

O senhor foi processado por dar aumento para os servidores. Como o senhor viu esse episódio?

Quando foi dado o aumento, ele foi dividido em três parcelas, em sintonia com o governo federal. Então, paguei a primeira parcela e a segunda parcela. A terceira ficou para 2015, e já era o outro governo. Se eu estivesse como governador, teria concedido. Como o governo federal concedeu, foi exatamente igual nos percentuais do governo federal, uma política sintonizada de 7% e 6% por ano, em média. Mas havia áreas que recebiam mais porque tinham uma defasagem maior, como os dentistas e os policiais penais. Tiveram aumentos. Os médicos tiveram um aumento maior também, que era para atrair os médicos e fazê-los ficarem no sistema público. Eu disse: ‘não adianta, se não for competitivo, há concurso e não vem médico’, enfim. O governador que me sucedeu não pagou, e isso só foi pago pelo atual governo depois que perdeu na Justiça, e, mesmo assim, pagou sem dar a correção que a categoria merece. Então, os servidores têm direito. Eu fui processado por ter dado aumento salarial para servidor, mas ganhei, claro, tudo. Não só esse, mas todos os processos que fizeram contra mim, que demonstravam um grau claro de perseguição, eu ganhei, e os servidores também. Por isso tem que pagar o retroativo da terceira parcela que não pagaram ao servidor público; vocês têm direito, e nós vamos lutar muito por isso.

Como o senhor avalia a sua gestão?

Muita gente esquece que, quando eu fui governador, no ano anterior, em 2010, o DF teve quatro governadores. Eu assumi e botei a casa em dia sem olhar para trás, olhando para a frente. Quando você é governador, é para você trabalhar e não para ficar só criticando o que deixaram, senão não precisariam de você. Então, eu fui lá, fiz e recuperei as nossas finanças, recuperei o Estado e, com isso, fortaleci o serviço público no Distrito Federal. Por isso foi feito o Regime Jurídico Único do Serviço Público, o Estatuto do Servidor, que não existiam (usava-se o federal). Tudo isso foi feito para o serviço público. Por isso, esse foi o período que teve o melhor desempenho do serviço público, porque tinha trabalhadores na ponta trabalhando bem para atender a nossa população.

O Estádio Nacional foi um dos mais caros da Copa do Mundo de 2014. Eu queria que o senhor falasse um pouco desse equipamento?

Ele é muito importante porque foi uma obra que a cidade precisava. Uma obra que custou R$ 1,5 bilhão. É a melhor arena do Brasil. Teve muita crítica quando eu fiz, sobretudo de pessoas com uma visão muito provinciana, por não compreenderem que aqui é a capital do Brasil, a terceira maior população do país, só atrás de São Paulo e do Rio. A nossa renda per capita é alta, é uma cidade administrativa e precisa ter vida no final de semana. Com a criação desse equipamento, que é essencial para mudar a vida econômica da cidade, passamos a funcionar no fim de semana com shows, jogos, teatro. Tudo é feito ali hoje; para marcar um evento na arena, só daqui a três ou quatro anos para conseguir vaga. É uma arena multiuso importante para a economia, gerando emprego e renda para a cidade. Só nos dois primeiros grandes eventos, que foram a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, houve um movimento financeiro, segundo a Fipe, de quase R$ 7 bilhões que ficaram na cidade. O estádio custou R$ 1,5 bilhão e nós não devemos um centavo, porque foi feito com dinheiro próprio, e hoje ele vale R$ 10 bilhões. É nosso, do povo de Brasília. Então, o investimento foi feito, o patrimônio aumentou para nós e serve de renda para a cidade. Essa é a grande diferença.

O senhor se arrepende de alguma coisa em relação ao estádio, depois daquilo tudo que aconteceu, de tudo que foi gasto?

Eu acho que quem tem que se arrepender é quem me atacou, processou e perdeu tudo. Perdeu na Justiça, nunca provou que houvesse um erro, um indício de erro. Quem devia pedir desculpas públicas pelas críticas, pelos ataques infundados e injustos, são eles. Ali havia um objetivo maior, não era só essa obra; todas as obras que eu fiz tiveram processos, porque era um processo de lawfare para tentar me atingir através da Justiça, e eles perderam todos. Não é possível que eu não tivesse razão em nenhum desses processos, então ganhei todos. Por isso, hoje estou absolutamente em condições de fazer a disputa eleitoral, ser candidato, apto a isso, com a quitação da Justiça Eleitoral, fruto de ter provado que não houve nenhuma irregularidade nos processos que respondi. Portanto, esse processo do estádio, hoje, quem fez tudo isso não tem coragem de passar lá e dizer o que dizia. Cadê os porta-vozes do elefante branco? Cadê os recordes de público e de renda do Brasil? O estádio traz os maiores eventos culturais internacionais para Brasília, que antes estava fora de tudo isso, e enche a cidade no fim de semana. Agora, com a Copa do Mundo Feminina, Brasília é candidata porque tem a melhor arena do Brasil. Então, vai ter Copa do Mundo Feminina, final da Copa do Brasil, qualquer grande evento serve, porque Brasília tem esse equipamento que traz dinheiro, recurso, renda e emprego. Essa era a visão: fiz uma obra de 200 anos para a frente, e os míopes não conseguem enxergar um palmo adiante e faziam ataques como os que fizeram contra mim.

Revisitando a sua carreira política, principalmente como governador, o que poderia ter sido feito diferente para que o senhor tivesse sido, por exemplo, reeleito?

Diferente sempre tem, porque o aprendizado você só adquire ao passar pela experiência, não existe livro que você possa ler. Eu sei que foi um ambiente, uma conjuntura muito ruim de ataques naquele período ao PT. Havia uma decisão da elite brasileira, associada aos interesses do império americano, de interromper o projeto de desenvolvimento econômico brasileiro — nacional, democrático, com diminuição da desigualdade e inserção soberana do Brasil no mundo. Então, não seria Brasília que ficaria de fora desses ataques. Ali foi muito difícil, porque tudo o que a gente fazia sofria uma engrenagem muito forte de ataque de qualquer maneira, e a gente não conseguia fazer a leitura simultânea do que estava acontecendo naquele período; nem nós fizemos, nem o governo federal conseguiu fazer. Tenho certeza de que esse foi o motivo principal.

Onde estava o erro?

A gente fala: “Ah, mas você podia ter divulgado mais”. Sim, eu acho que sim. Na época estavam se iniciando as redes sociais, não existiam outros meios. A gente tem aquele sentimento cristão de achar que basta fazer para ter o reconhecimento, e não é assim. Muita gente hoje olha e fala: “Como é que não tinha creche pública no DF e você fez as creches públicas que estão todas aí? Todas as 147 públicas, em tempo integral, com refeição”. Aí dizem: “Ah, eu sei que foi você que fez as UPAs, você que fez as clínicas da família, que fez o estádio, que fez a mudança toda do transporte público”. Fiz a licitação do transporte público, que fazia 50 anos que não se realizava, e botei 2.700 ônibus novos. Fiz 17 parques, transformei a cidade com parques para preservar o meio ambiente. Fiz a licitação do lixo, que não existia e era controlada pelo crime organizado; eu fiz a licitação e enfrentei o crime organizado para ter uma política de resíduos sólidos com 100% de coleta seletiva na cidade, foi o único período que teve isso. Acabei com o lixão, fiz o aterro sanitário. Então é tanta coisa que as pessoas veem hoje — e eu falo porque ouço isso na rua todo dia — e perguntam: “Como é que você não divulgou tudo isso?”. Eu não sabia como divulgar na época. Tive falhas que eu reconheço, que são minhas basicamente, que poderiam ter sido, obviamente, melhor trabalhadas. Mas nada foi pior do que o ambiente que a gente viveu naquele momento, em que tudo o que se fazia sofria uma oposição muito forte, que não deixava repercutir.

Após tantos anos, por que voltar e por que candidato a deputado federal?

Eu não poderia deixar de usar a experiência que tenho, tendo sido deputado distrital, federal por três mandatos, ministro e governador. Eu atuei tanto no Legislativo como no Executivo. No momento em que o Brasil vive hoje, tão importante para todos nós, precisamos defender a democracia, a soberania do Brasil, prosseguir com a política de combate à desigualdade social, cuidar da nossa gente, cuidar do nosso povo — sobretudo as nossas crianças na primeira infância, mas dos idosos também, porque hoje a população de idosos no Brasil é crescente e vai crescer muito mais. Temos que preparar um país que recepcione os idosos no Brasil. E, sobretudo, cuidar também do serviço público brasileiro, porque a visão do período anterior, neoliberal, ataca o serviço público e o que é público. Até hoje tem candidato a presidente da República no Brasil falando que vai desestatizar o Banco do Brasil, etc. Continuam com a mesma postura de entreguistas de sempre, no sentido de entregar o patrimônio público. Como o Darcy Ribeiro falava: “a elite brasileira só quer vender o nosso patrimônio, o nosso país, sem cuidar do nosso povo”. Eu não poderia deixar de forma nenhuma de colocar o meu nome à disposição do povo de Brasília. Se o povo assim quiser, eu sou pré-candidato a deputado federal, pois quero ajudar o Brasil e quero ajudar a minha cidade também, Brasília. Com uma experiência dessas, é evidente que eu não posso deixar de ajudar Brasília a recuperar o serviço público, a saúde, a educação, a assistência social, e a se fortalecer. Como deputado federal, quero ajudar muito a nossa cidade no Congresso Nacional.

Diante daquilo que a gente avalia como polarização hoje no país, como é que o senhor avalia o cenário do Distrito Federal para a eleição?

Eu acho que o cenário em Brasília está completamente aberto. Nós vamos fazer a nossa parte, do campo de esquerda. Temos um pré-candidato a governador que é o Leandro Grass, um jovem preparado, que está muito pronto para tirar Brasília desta crise atual. Nós estamos confiando muito nessa candidatura. Temos candidata ao Senado que é a Érika Kokay, uma das deputadas mais atuantes do Congresso Nacional, respeitadíssima, que vai disputar a vaga. Temos uma boa chapa de distritais e federais. Nós vamos disputar respeitando os outros adversários que estão no campo conservador, de direita, mas estamos muito animados e confiantes de que podemos, pela nossa experiência, retomar as políticas públicas e trazer Brasília de volta para as notícias positivas. Infelizmente, tivemos muitas tragédias, desde o 8 de janeiro, e agora essa crise do Iges-DF (Instituto de Gestão Estratégica em Saúde) e do Banco de Brasília (BRB), eu posso falar isso porque sou cliente do banco há muito tempo, como o povo de Brasília, que é o BRB. Esse saque que fizeram com o BRB é uma tragédia humana, porque não coloca em risco só o banco, coloca a economia toda do Distrito Federal em risco, do jeito que está, com as isenções tributárias brutais, como diz o próprio secretário de fazenda atual. Nós temos que retomar Brasília para os brasileiros e para o nosso povo daqui.

O senhor acredita que a bancada de deputados federais do PT, em especial, aumenta para a próxima eleição?

Como nós somos uma federação junto com o PV e o PCdoB, nós temos dois deputados federais hoje, a Érika e o Reginaldo Veras (PV). Nós acreditamos que a gente tende, no mínimo, a manter essa bancada, ou vamos fazer de tudo para aumentá-la, para poder ajudar Brasília no Congresso Nacional e colocar em prática o projeto de vitória no Brasil, já que a ameaça à democracia no nosso país é muito séria. No mundo todo se vê esse crescimento da extrema-direita, não é só aqui. Mas a gente precisa aumentar a sustentação política para poder fazer, cada vez mais, a diminuição da desigualdade e investir na nossa gente, no nosso povo, na nossa economia e na solidariedade. Que o Brasil possa ser, no mundo, o que nós mais defendemos: o respeito às nossas riquezas, ao nosso patrimônio e ao nosso povo.

Como é que o senhor avalia o seu futuro político?

Eu avalio de forma muito positiva, porque eu tenho muito a acrescentar para a nossa população. É a experiência de um trabalho dedicado ao nosso povo, à nossa gente. Por isso, se o povo de Brasília assim quiser e me colocar na Câmara Federal de novo, eu tenho certeza de que vou poder contribuir muito, ajudando tanto lá no Congresso Nacional como ajudando Brasília. Eu me lembro de quando era deputado federal em um dos mandatos, eu era coordenador do orçamento da bancada de Brasília e foi quando trouxe os recursos para o metrô daqui, mesmo sendo oposição na época, mostrando que um deputado federal pode ajudar muito Brasília a angariar recursos para a nossa cidade, que vai precisar muito devido a essa crise que está aí hoje. E, sobretudo, também trazendo as políticas públicas do governo federal para Brasília. Temos que retomar uma política forte de creches, escola em tempo integral, melhorar a saúde pública e a habitação.

E o que ficou para trás?

Eu entreguei 25 mil unidades habitacionais e deixei 75 mil contratadas que nunca saíram do papel, mesmo com todo o projeto pronto. Os BRTs: eu fiz o BRT Sul, mas precisam fazer o BRT Norte e o Oeste. Eu quero ajudar a retomar isso, trazer recursos. Eu deixei R$ 1,5 bilhão na Caixa Econômica para fazer o BRT Norte, e o Oeste saindo de Ceilândia até aqui, e nunca foi feito. Tenho certeza de que no Congresso eu posso ajudar muito o Executivo local a retomar esses projetos de mobilidade urbana, como os BRTs também.

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Agnelo Queiroz / Foto: Rodrigo Cunha

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