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Política & Poder

Fachin rejeita suspeição de Kassio em caso da CPI do Banco Master

Ministro do STF disse que o pedido dos senadores foi apresentado fora do prazo regimental.

Redação Jornal de Brasília

05/06/2026 18h08

Foto: Ton Molina/STF

Foto: Ton Molina/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou o pedido de quatro senadores para declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques no mandado de segurança que trata da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.

A decisão foi proferida na quarta-feira (3). Fachin afirmou que a arguição foi apresentada fora do prazo regimental, ao explicar que a questão deveria ter sido levantada até cinco dias após a escolha do relator.

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) alegaram que Kassio Nunes Marques tem relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos investigados no caso Master, e teria “interesse direto” no processo.

Na decisão, Fachin registrou que os autos do mandado de segurança foram distribuídos por sorteio em 26 de março de 2026 e que a arguição de suspeição só foi apresentada ao STF em 12 de maio de 2026, extrapolando o prazo regimental. A ação foi protocolada em março deste ano e ainda não houve decisão do relator.

No mesmo contexto, os senadores também apontam suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não leu o requerimento de instalação da CPI. Segundo os parlamentares, o pedido foi protocolado em 26 de novembro de 2026 e reúne 53 assinaturas, acima do mínimo de 27 apoios necessários para a criação da comissão.

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