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Neoenergia se une à Segurança Pública para período chuvoso

Órgãos trabalham juntos com ações para prevenir quedas de energia e perigos na época das chuvas fortes

Foto: Vitor Mendonça

Já pensando nas chuvas vindouras nos próximos meses e aproveitando o fim do período de estiagem, presente no Distrito Federal há pelo menos três meses, juntaram-se nesta sexta-feira (24) a distribuidora Neoenergia Brasília e as forças de Segurança Pública da capital, a fim de repartir planos e estratégias para mitigar ao máximo os desconfortos gerados na época chuvosa.

Para além dos desabastecimentos de energia por alguma queda de sistema, comuns em muitas áreas do DF durante a chuva, a população também sofre em quase todas as regiões com a queda de árvores e acidentes automobilísticos. Todos estes sinistros podem ocorrer tanto pela ação pluvial quanto por algum acidente ou erro causado pelo ser humano.

Estavam presentes, portanto, os chefes da Defesa Civil, coronel Franco; do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), coronel Alan Araújo; e do Departamento de Trânsito da capital (Detran), Glauber Peixoto, tratando sobre as intempéries esperadas para este ano e de que forma as forças estão se preparando. O diretor-superintendente Técnico da Neoenergia Brasília, Antônio Carlos Queiroz, fez observações sobre as mudanças dentro da distribuidora energética.

De acordo com o representante da empresa, a principal estratégia é investir em ações preventivas, com manutenções e automações das redes de energia, que já estão em andamento. Até o momento já foram investidos R$ 70 milhões para o plano estratégico, mais que o dobro do aplicado no ano passado. São 150 religadores previstos para instalação e foram montados 21 esquemas de “self-healing” – equipamentos inteligentes e mais ecológicos que se “curam” sozinhos.

Juntos, as peças são instaladas em postes de transmissão em pontos de possíveis crises durante o período chuvoso. Eles funcionarão como computadores capazes de identificar quedas em locais específicos e garantir o isolamento do problema apenas na região em que o desprovimento de energia acontece. Assim, não há uma reação em cadeia. Uma quadra inteira, por exemplo, não será prejudicada por algum sinistro específico de uma casa ou conjunto.

Foto: Vitor Mendonça

Nas forças de Segurança Pública, a integração para o período de chuvas também está em andamento e acontece pelo Centro de Operações Integradas (CIOp). No ano passado, a época de chuvas mais intensas começou no 18 de novembro, de acordo com o coronel Alan Araújo, do CBMDF, e só terminaram em 18 de março de 2021. Fevereiro deste ano foi o mais chuvoso desde 1960, relembrou o militar.

A preparação deverá ser feita, portanto, em três fases principais, sendo elas a preparação de equipes e alertas para o que pode vir nas chuvas; a capacitação com treinamentos tanto com os times das Forças de Segurança Pública quanto também a grupos da população que se empenham no auxílio ao CBMDF. Por fim, há a desmobilização para o início do período de estiagem novamente no DF.

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Dentro da fase de treinamento, a Neoenergia deve participar da instrução quanto aos cuidados com a energia elétrica nas casas dos cidadãos brasilienses, com campanhas de conscientização sobre as ações corretas em situações de risco e emergência, evitando descargas elétricas e acidentes com queimaduras ou morte por eletricidade.

Dicas à população

Entre as atividades previstas, também está em elaboração a campanha para passagem às viaturas com sirene ligada, que muitas vezes, segundo o coronel Alan, encontram dificuldades para cruzar vias e dirigir no perímetro urbano por conta de motoristas que não sabem como lidar com a ambulância atrás do carro. “O motorista não deve acelerar para depois dar passagem. O que é necessário é abrir caminho virando o carro para a lateral, para que a viatura passe pelo meio”, afirmou o militar.

Para outros efeitos preventivos, o CBMDF destacou algumas recomendações para os brasilienses durante as chuvas, com ações preventivas. “São coisas simples, mas que evitam grandes desastres”, afirmou o coronel Alan. Para tanto, são elas a:

• Avaliação e reparo de telhados e calhas;
• Manutenção da rede de captação de águas pluviais;
• Manutenção da rede de águas e esgoto;
• Podas de árvores e cercas vivas ligando para a Terracap ou a Neoenergia;
• Ter um plano familiar de emergência para evitar a perda de documentos em casos de inundações, alagamentos e riscos de desabamento;
• Ficar atento aos Boletins Meteorológicos. Por meio do cadastro no telefone 40199, da Defesa Civil, os cidadãos podem receber Avisos e Alertas de Desastres por SMS se o CEP estiver dentro da região do provável risco.

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