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Vídeo: Bolsonaro é recepcionado por apoiadores no Ceará

Durante fala aos apoiadores, Bolsonaro chegou a comentar sobre a CPI e afirmou que a comissão não trouxe nada além de “ódio e rancor”

Por Geovanna Bispo 20/10/2021 2h23
Foto: Reprodução

No dia em que o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), realiza a leitura do relatório final, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é recebido por apoiadores no interior do Ceará. Bolsonaro está na região para anunciar obras hídricas e estimular microcrédito do Banco do Nordeste (BNB).

Durante fala aos apoiadores, Bolsonaro chegou a comentar sobre a CPI e afirmou que a comissão não trouxe nada além de “ódio e rancor”. O presidente é colocado por Calheiros como o principal responsável pela má condução da pandemia de covid-19.

“Como seria bom se aquela CPI tivesse fazendo algo de produtivo para o nosso país. Tomaram tempo do nosso ministro da Saúde, servidores, pessoas humildes e empresários”, disse o presidente durante evento no interior do Ceará. “Nada produziram a não ser ódio e rancor”, emendou.

Veja vídeo:

Entre os delitos sugeridos por Calheiros para indiciamento de Bolsonaro estão infrações de medida sanitárias preventivas, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documento particular, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação, crimes contra a humanidade nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos, violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo.

Após reunião na casa do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) na noite de ontem (19) com a cúpula da comissão, Calheiros decidiu tirar as sugestões de indiciamento do presidente por homicídio e genocídio.

Ainda em seu discurso, Bolsonaro negou qualquer responsabilidade e afirmou que “não temos culpa de nada” e que fez ” a coisa certa desde o primeiro momento”. Mesmo assim, o presidente voltou a defender o tratamento precoce com medicamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19.

Durante fala de Bolsonaro, apoiadores gritaram “Renan Vagabundo” e o presidente respondeu: “A voz do povo é a voz de Deus”. Além de Bolsonaro, Calheiros pediu o indiciamento de outros 67 pessoas, entre elas o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

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