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Kátia Flávia
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Atriz ex-Globo enfrenta haters após entrar no conteúdo adulto: “Faço com prazer”

Laura Keller respondeu às críticas, disse que a sensualidade sempre fez parte de sua trajetória e afirmou que nada muda seu papel como mãe.

Kátia Flávia

02/07/2026 10h15

Laura Keller rebateu críticas por produzir conteúdo adulto

Laura Keller rebateu críticas por produzir conteúdo adulto

Laura Keller rebateu as críticas que tem recebido por produzir conteúdo adulto. A atriz ex-Globo, de 39 anos, usou as redes sociais para defender sua liberdade, lembrar a trajetória marcada pela sensualidade e afirmar que o novo trabalho não muda seu caráter nem sua maternidade.

Eu já tinha descido para a portaria do prédio no Cosme Velho, esperando o carro da academia e tentando decidir se fazia treino de perna ou se inventava uma dor emocional para fugir dele, quando Laura Keller apareceu no celular dizendo: “A vida é minha”. Minha filha, quase respondi “amém” em voz alta. Porque mulher adulta defendendo o próprio corpo às oito da manhã tem mais efeito pré-treino que cafeína importada.

 Atriz ex-Globo afirmou que sensualidade sempre fez parte de sua trajetória
Atriz ex-Globo afirmou que sensualidade sempre fez parte de sua trajetória

A atriz começou o desabafo dizendo que vinha sendo atacada em diferentes áreas da vida. “Acho que preciso refrescar a memória de algumas pessoas que estão me atacando, me julgando e me ofendendo em vários âmbitos da minha vida”, escreveu.

Laura lembrou que sensualidade, nudez e beleza nunca foram elementos estranhos à carreira dela. Pelo contrário: fizeram parte da imagem pública construída ao longo dos anos. “Meus amores, por trás da Laura Keller de hoje, existe uma longa história baseada na beleza, sensualidade, nudez e afins. Isso nunca foi um problema, um fardo ou, como tem umas dizendo, ‘um horror’. Muito pelo contrário: faço com prazer, eu gosto.”

A frase desmonta a tentativa de tratar o conteúdo adulto como se fosse uma ruptura misteriosa na vida dela. Laura basicamente disse: meus amores, vocês chegaram atrasados para uma história que sempre teve esse capítulo.

O incômodo dela também mirou quem se diz fã, mas reage com julgamento quando a artista escolhe viver de um jeito que não agrada. “Eu entendo que algumas mulheres não se identifiquem com essa liberdade, e está tudo bem, mas me julgar por isso não faz sentido. Falar que é minha fã, mas se enfurecer na hora em que estou feliz, livre e vivendo da minha maneira, acho muito estranho.”

E é estranho mesmo. Tem fã que ama a mulher sensual enquanto ela cabe no figurino do entretenimento tradicional. Quando a mesma mulher decide monetizar a própria imagem em outro lugar, de repente vira caso moral, pauta de família, CPI da calcinha e tribunal de comentários.

Laura também fez questão de separar trabalho adulto de caráter. E, principalmente, de maternidade. “Eu continuo a mesma: divertida, bem-humorada, dona de casa, mãe [de Jorge Emanuel, 5] — uma ótima mãe, porque nada, repito, nada vai mudar a minha maternidade.”

Esse ponto é o que mais pega. Quando um homem muda de área, ousa, vende imagem, sensualiza ou capitaliza o corpo, muita gente chama de marketing. Quando uma mulher faz isso, especialmente sendo mãe, vem a patrulha com megafone e santidade emprestada.

A atriz encerrou o recado pedindo que cada um cuide da própria vida. “Vocês que estão julgando isso, [esse ato] fala muito mais sobre vocês do que sobre mim. Vivam a vida de vocês como vocês quiserem e deixem eu viver a minha, porque agora eu posso encher a boca e dizer: ‘A vida é minha e eu faço o que eu quero com ela.’ Isso é lindo e libertador na minha concepção.”

Eu não sei em que momento a internet decidiu que mulher famosa precisa pedir licença para envelhecer, namorar, separar, posar, trabalhar, maternar e pagar boleto. Mas Laura Keller fez o que muita gente precisava ouvir: colocou a vida dela de volta no nome dela.

 Laura disse que o novo trabalho não muda sua maternidade nem seu caráter
Laura disse que o novo trabalho não muda sua maternidade nem seu caráter

O debate sobre plataformas adultas pode ter mil camadas, de mercado a exposição, de liberdade a julgamento social. Mas uma coisa não dá para fingir: chamar uma mulher de menos mãe ou menos digna por causa do trabalho que ela escolhe diz muito mais sobre quem acusa do que sobre ela.

Laura não pediu aplauso. Pediu espaço. E, às vezes, para uma mulher pública, isso já é quase uma revolução.

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