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CPI não produziu nada além de ódio e rancor, diz Bolsonaro

A fala também vem no mesmo dia em que o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), lê o relatório final

Por Geovanna Bispo 20/10/2021 1h39

Segundo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid não produziu nada além de “ódio e rancor”. A crítica se junta a várias outras que o presidente fez à comissão desde que ela se iniciou, há seis meses.

A fala também vem no mesmo dia em que o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), lê o relatório final, onde o próprio Bolsonaro é colocado como o principal responsável pela má condução da pandemia de covid-19 que matou mais de 600 mil brasileiros.

“Como seria bom se aquela CPI tivesse fazendo algo de produtivo para o nosso país. Tomaram tempo do nosso ministro da Saúde, servidores, pessoas humildes e empresários”, disse o presidente durante evento no interior do Ceará. “Nada produziram a não ser ódio e rancor”, emendou.

Entre os delitos sugeridos por Calheiros para indiciamento de Bolsonaro estão infrações de medida sanitárias preventivas, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documento particular, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação, crimes contra a humanidade nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos, violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo.

Após reunião na casa do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) na noite de ontem (19) com a cúpula da comissão, Calheiros decidiu tirar as sugestões de indiciamento do presidente por homicídio e genocídio.

Ainda em seu discurso, Bolsonaro negou qualquer responsabilidade e afirmou que “não temos culpa de nada” e que fez ” a coisa certa desde o primeiro momento”. Mesmo assim, o presidente voltou a defender o tratamento precoce com medicamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19.

Durante fala de Bolsonaro, apoiadores gritaram “Renan Vagabundo” e o presidente respondeu: “A voz do povo é a voz de Deus”. Além de Bolsonaro, Calheiros pediu o indiciamento de outros 67 pessoas, entre elas o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

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