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Na CPI, Mandetta fala sobre ações do Ministério enquanto esteve à frente da pasta

Ex-ministro explica decisões tomadas durante sua passagem na pasta

Por Willian Matos 04/05/2021 12h14
Mandetta na CPI Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, está depondo à CPI da Covid desde às 11h desta terça-feira (4). Mandetta está respondendo a questionamentos sobre ações contra o novo coronavírus enquanto esteve à frente da pasta, entre 2019 e 2020.

Antes de responder as perguntas feitas pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), Mandetta iniciou citando feitos durante sua gestão, como a habilitação de leitos de UTI da rede pública.

Disse também que, quando o vírus surgiu, não havia informações referentes à gravidade da covid-19, e que apenas no dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu o caso como pandemia, embora a China já alertasse o mundo para o perigo do vírus.

Mandetta alegou que, entre fevereiro e março de 2020, fez pactos com estados, municípios e a União. Citou também que o Ministério agiu para comprar medicamentos e testes contra a covid para evitar a disseminação do vírus.

O ex-chefe da Saúde também falou sobre respiradores, que vieram a faltar em alguns estados brasileiros após sua saída da pasta. Mandetta afirmou que, para evitar altos valores, o Ministério da Saúde fechou o preço e escalonou a produção. Segundo o ex-ministro, os equipamentos foram entregues dentro do esperado.

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O depoimento está em curso. Até agora, Mandetta não foi perguntado e, consequentemente, não falou sobre os desentendimentos com o presidente Jair Bolsonaro. Também não comentou sua saída da pasta.

Mais tarde, às 14h, quem fala é Nelson Teich, ministro que substituiu Mandetta por curto período. Havia a expectativa de que Pazuello fosse ouvido amanhã, mas o ex-ministro alegou que está com suspeita de infecção pela covid-19 e não deve ir ao Senado. Não se sabe se ele irá depor por meio de videoconferência.

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