Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Política & Poder

Pazuello não vai ao Senado para depor na CPI da Covid

Ex-ministro, que deveria depor na quarta (5), alegou que teve contato com pessoas que testaram positivo para a covid-19 recentemente

Por Willian Matos 04/05/2021 10h45

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, esperado nesta quarta-feira (5) pela CPI da Covid no Senado para dar explicações sobre a gestão à frente da pasta, não deve comparecer à Casa na data marcada para depor.

Pazuello alega que dois assessores próximos testaram positivo para o novo coronavírus. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), comunicou aos colegas da Casa que recebeu a informação extraoficial.

Ainda não se sabe se o depoimento será adiado ou se Pazuello irá falar por meio de videoconferência.

O depoimento de Pazuello é o mais esperado por quem acompanha a CPI. Isso porque foi na gestão dele que a pandemia de covid-19 se agravou no país, causando colapsos como o de falta de oxigênio hospitalar em Manaus-AM. O ex-ministro chegou a admitir que foi avisado com antecedência do caos que a capital amazonense viria a sofrer.

No último dia 25 de abril, Pazuello foi visto sem máscara em um shopping de Manaus. Uma pessoa que circulava pelo estabelecimento questionou o ex-ministro pela falta do equipamento, e ele teria respondido: “Pois é. Tem que comprar, né? Sabe onde tem para vender?”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após o episódio, a assessoria do ex-ministro disse que ele utilizava uma máscara descartável, e que ele teria ficado inutilizável. “O mesmo solicitou sua entrada para que pudesse adquirir uma nova. Ele andou exatamente 5 metros da entrada ao quiosque onde efetuou a compra”, diz o estafe.

Foto: Reprodução/Instagram

Mandetta e Teich são ouvidos hoje

A CPI vai ouvir os três ex-ministros da Saúde do governo Bolsonaro, bem como o atual chefe da pasta. Nesta terça (4), depõem Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Mandetta deveria começar a falar a partir de 10h; Teich, às 14h.

Na quinta (6), são esperados o atual ministro, Marcelo Queiroga, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE






Você pode gostar