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Pesquisa da UnB busca voluntários para estudar a efetividade e a segurança das vacinas

Profissionais da saúde do DF podem se inscrever para participarem de um estudo que busca verificar a efetividade das vacinas

Gabriel de Sousa
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O estudo sobre as vacinas contra o coronavírus ainda está sendo feito a todo o vapor pelos estudiosos da Universidade de Brasília (UnB), que buscam agora, através de uma pesquisa feita no Hospital Universitário de Brasília (HUB), verificar a efetividade e a segurança dos imunizantes na população. Nomeada como SevaCov-Pro, o trabalho pretende responder algumas dúvidas dos cientistas como, por exemplo, o tempo da durabilidade da proteção imunológica, e também sobre as consequências de maior número de doses.

O estudo conta com a participação da população, por isso, a SevaCov-Pro está recrutando novos voluntários para contribuírem com o estudo. Para participar, é necessário que o interessado seja um profissional de nível técnico ou superior que atue em hospitais ou em unidades básicas de saúde do Distrito Federal. Os cadastros podem ser feitos até esta quinta-feira (30), no site.

Iniciado em setembro de 2021, o estudo recebe um financiamento do Ministério da Saúde, recebendo R$ 13 milhões para o custeio e contratação de profissionais especializados. A pesquisa é realizada em um âmbito nacional, sendo coordenada pela HUB e realizada também outros sete centros espalhados pelo país.

Até o momento, a pesquisa possui quatro mil participantes, com 800 deles sendo voluntários que residem no Distrito Federal. A intenção dos coordenadores do estudo é que o número de participantes assistidos seja de 10 mil em todo o Brasil.

Estudo quer saber como a vacina funciona na prática

De acordo com a pesquisadora Djani Braz, vice-coordenadora da SevaCov-Pro, o trabalho dos cientistas busca compreender como os imunizantes contra a covid funcionam na prática, analisando o sistema imunológico dos voluntários que foram vacinados anteriormente. “É um estudo de mundo real. Depois da gente já comprovar a eficácia das vacinas, agora a gente quer entender a efetividade, ou seja, como se comportam essas vacinas na população”, explica.

Segundo a vice-coordenadora, a pesquisa está em sua fase intermediária, já que os primeiros voluntários, que estão sendo assistidos desde setembro de 2021, já estão próximos de completar o primeiro de dois anos de observação. Braz conta que com o surgimento da quarta dose, os acadêmicos decidiram continuar a fase de recrutamento, observando os efeitos desta complementação vacinal.

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“Nós ainda estamos recrutando participantes, principalmente porque o Ministério da Saúde agora liberou a quarta dose, tanto que aqui em Brasília já está na quarta dose para maiores de 40 anos. Então a gente continuou esse recrutamento, para chamar esses profissionais para participar da pesquisa”, comenta Djani.

Os voluntários irão realizar visitas trimestrais ao centro de pesquisa do HUB, onde irão responder um questionário feito por um entrevistador e uma coleta de sangue. Deste material biológico, os cientistas irão separar o plasma e dosar os anticorpos dos imunizantes contra o coronavírus, observando se houve mudanças no decorrer do período entre as consultas.

Além disso, Djani explica que os voluntários também manterão conversas mensais feitas de forma virtual, para o monitoramento das suas saúdes. Por lá, os voluntários irão informar, por exemplo, se pegaram covid naquele período de tempo e se tiveram sintomas da doença.

A UnB está fazendo o seu papel

A vice-coordenadora Djani Braz analisa que o trabalho realizado pela equipe do SevaCov-Pro é importante para sanar dúvidas presentes na sociedade, que deseja ter mais informações sobre a durabilidade da sua segurança ante à covid.

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“Ela vai trazer respostas para perguntas que a gente ainda não tem. A gente tem perguntas como: Quanto dura a efetividade? Ou seja, por quanto tempo eu estou protegido? Será que eu, que tomei todas as doses terei uma melhor proteção? São perguntas que vão ser respondidas através desta pesquisa”, comenta a pesquisadora.

Para Braz, o importante papel da UnB para a comunidade está sendo posto à tona novamente. Com os primeiros resultados da pesquisa, que, segundo a vice-coordenadora, devem ser divulgados entre agosto e setembro deste ano, o estudo busca auxiliar os gestores de políticas públicas, que poderão utilizar das conclusões obtidas para determinar quais ações devem ser tomadas para continuar protegendo a população.

“A Universidade está fazendo o papel dela, que é de conhecer e pesquisar o que acontece com a nossa população. O papel da UnB é fundamental, a gente já participou de estudos que mostraram a eficácia das vacinas, e logo em seguida a gente entrou nessa pesquisa […] Isso também vai servir para os que tomam as políticas públicas, para saber se nós vamos precisar de outra dose, para saber por quanto tempo essa vacina é efetiva, se ela está sendo segura na população em geral”, afirma.

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