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Professor M.

Home Office exige alterações no perfil das lideranças

O home office não alterou apenas a rotina de trabalho, provocou também alterações no perfil profissional exigido das lideranças.

Por Prof. Manfrim 03/05/2021 10h28

Desde que a Sars-CoV-2 surgiu e se espalhou mundo afora, a vida profissional das pessoas e das organizações foram alteradas drasticamente em função da necessidade do distanciamento social e da adoção do trabalho remoto (home office), refletindo no redesenho do perfil de lideranças organizacionais.

O discurso anterior de “não levar o trabalho para casa” foi modificado para “a casa foi levada para trabalho”, onde o ambiente do “lar doce lar” se tornou presente e ativamente participante do ambiente organizacional e se transformou em uma extensão física e virtual da empresa.

De fato, quartos, salas, varandas, sacadas, halls, entre outros ambientes domésticos, foram anexados à empresa e se tornaram indiretamente um ambiente organizacional, o ‘home’ literalmente se tornou ‘office’.

Com efeito, a relação pessoal e profissional entre os membros da organização também sofreu transformações, líderes e liderados se viram desafiados a reconfigurarem as relações institucionais, as relações de trabalho e as próprias relações humanas.

Nos artigos ‘Mundo BANI versus Mundo VUCA’, ‘O Cisne Negro das Organizações’ e ‘As Empresas, o Cisne Negro e o Peru Natalino’, falei sobre o estado atual de transformação em que vivemos e a drástica mudança da realidade nos últimos anos.

Em virtude desse novo cenário, o perfil profissional exigido para exercer o papel de lider organizacional demanda conhecimentos, habilidades e atitudes capazes de desenvolver novas competências aos membros da equipe, que sustentem alto desempenho, equilíbrio emocional, motivação, autodesenvolvimento e competitividade.

Insights de perfil do líder

A pesquisa realizada pela Mercer, denominada “Tendências Globais de Talentos 2020-2021”, com organizações de 44 países, incluindo o Brasil, apresentou algumas tendências comportamentais, competitivas e de talentos para líderes.

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No estudo, três aspectos se destacaram como prioridades para os líderes brasileiros nos próximos anos: (I) definir necessidades futuras da força de trabalho e (ou) reestruturação, (ii) incentivar a transformação e (iii) reinventar flexibilidade.

Outro tema de destaque na pesquisa foi a necessidade de gestões mais humanizadas, onde produtividade e lucratividade organizacional convivam harmoniosamente com a satisfação e o bem-estar de seus funcionários e colaboradores.

Nesse sentido, destaco alguns insights de competências necessárias aos líderes desse novo tempo:

Por certo, pela dinâmica social e mercadológica que vivemos atualmente, o perfil e as competências profissionais ainda serão alteradas, considerando que o “novo normal” ainda está em formação.

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O que não pode faltar no perfil do líder

Primeiramente, a empatia nunca foi tão necessária nesses tempos de home office, onde compreender, entender, descobrir, perceber e captar sentimentos, pensamentos e atitudes faz toda a diferença ao liderar.

Essa “[…] ação de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias” (dicio.com.br) produz um sentido de identificação, afinidade e humanização da relação profissional.

Acima de tudo, ser um líder dialógico, aquele que fomenta a comunicação entre as pessoas, com conversas abertas e sinceras, que geram confiança e proporcionam o rompimento de obstáculos hierárquicos. Um diálogo que mantém o respeito e proporciona um espírito colaborativo entre os interlocutores.

Igualmente, ser efetivo no “saber ouvir”, prestar atenção no interlocutor, à sua fala, ideias, colocação, visão, ponto de vista, ótica, perspectiva e raciocínio. É a prática constante de compreender e respeitar a mensagem dos funcionários e colaboradores sob sua gestão.

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Também deve ter como atitude o “mão na massa” ou, “mãos às massas”. Trata-se de exercitar constantemente os princípios de coletividade, corresponsabilidade, colaboração, cooperação, coparticipação e cocriação. O espírito de coletividade!

Finalmente, o agir pelo exemplo. Como disse o músico, filósofo, teólogo, médico e missionário alemão Albert Schweitzer, “Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única”.

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Prof. Manfrim, L. R.

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Fanático em Gestão Estratégica (Mestrado). Obcecado em Gestão de Negócios (Especialização). Compulsivo em Administração (Bacharel). Consultor pertinente, Professor apaixonado, Inovador resiliente e Intraempreendedor maker.

Explorador de skills em Gestão de Pessoas, Gestão Educacional, Visão Sistêmica, Holística e Conectiva, Marketing, Inteligência Competitiva, Design de Negócios, Criatividade, Inovação, Empreendedorismo e Futurismo.

Coautor do Livro “Educação Empreendedora no Distrito Federal”. Colaborador no Livro “O futuro é das CHICS: como construir agora as Cidades Humanas, Inteligentes, Criativas e Sustentáveis”.

Navegador atual nos mares do Banco do Brasil, Jornal de Brasília e Instituto Brasileiro de Cidades Inteligentes, Humanas e Sustentáveis. Já cruzei os oceanos da Universidade Cruzeiro do Sul, Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Cia Paulista de Força e Luz (CPFL), IMESB-SP, Nossa Caixa Nosso Banco, Microlins SP, Sebrae DF e Governo do Distrito Federal.

Contato para palestras, conferências, eventos, mentorias, hackathons e pitchs: [email protected]

Linkedin – Prof. Manfrim

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Artigo tem a colaboração para o idioma Inglês de:

Melvin S. Davies

Consultant, English for a Specific Purpose at Arena Consulting (www.arenaconsulting.com.br ).

Melvin S Davies is an ESP (English for a Specific Purpose) professional with a focus on offering bespoke business language solutions for SMEs, corporates and private clients.

Melvin has studied and delivered ESP solutions for prestige schools and businesses globally for over 10 years.

He has experience and certifications from Cambridge, Rosetta Stone and Berlitz. Previous to this he gained corporate experience and academic experience whilst working at Britain’s biggest retailer Tesco PLC.

His main experiences include Course Design and Teaching ESP to ESOLs and EFLs whilst working closely with Market Research and Sales teams.

Melvin has the ability to work independently or as part of a team.

LinkedIn: Melvin S Davies

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Home Office Demands Changes in Leadership Profiles

The increase in home office not only changed work routines, it also caused changes in what is required from leaders.

Since Sars-CoV-2 emerged and spread around the world, the professional lives of people and organizations have changed dramatically due to the need for social distancing and the adoption of remote work (home office), which has been reflected in the redesign of organizational leader profiles.

A popular expression before was “don´t take your work home” but this has since been modified to “you have taken your home to work”, and the “home sweet home” has turned itself actively into an organisational environment and has transformed the home into a physical and virtual extension of the business.

As a matter of fact, bedrooms, drawing rooms, varandas, halls and other domestic environments where attached to business and indirectly turned into an organisational environment, the ‘home’ had become the ‘office’.

In fact, the personal and professional relationship between the members of the organization has also undergone transformations, leaders and followers have been challenged to reconfigure institutional relations, work relations and human relations themselves.

In the articles ‘Mundo BANI versus Mundo VUCA‘, ‘The Black Swan of Organizations’ and ‘The Companies, the Black Swan and Christmas Turkey‘, I spoke about the current state of transformation in which we live and the drastic change in reality in recent years .

In view of this new scenario, the professional profile required to exercise the role of organizational leader requires knowledge, skills and attitudes capable of developing new skills for team members, which support high performance, emotional balance, motivation, self-development and competitiveness.

Profile insights of a leader

The survey conducted by Mercer, called “Global Talent Trends 2020-2021”, with organizations from 44 countries, including Brazil, presented some behavioral, competitive and talent trends for leaders.

In the study, three aspects stood out as priorities for Brazilian leaders in the coming years: (I) defining future needs of the workforce and (or) restructuring, (ii) encouraging transformation and (iii) reinventing flexibility.

Another theme highlighted in the research was the need for more humanized management, where productivity and organizational profitability coexist harmoniously with the satisfaction and well-being of its employees and collaborators.

In this sense, I highlight some insights of competencies needed by the leaders of this new era:

Certainly, due to the social and market dynamics that we are currently experiencing, the profile and professional skills will still be changed, considering that the “new normal” is still being formed.

What cannot be missing from the leader profile

Firstly, empathy has never been more necessary in these times of home office, where comprehension, understanding, discovering, perceiving and capturing feelings, thoughts and attitudes makes all the difference when leading.

This “[…] action of putting yourself in someone else’s place, seeking to act or think the way they would or would act in the same circumstances” (dicio.com.br) produces a sense of identification, affinity and humanization of the relationship professional.

Above all, to be a dialogical leader, one who fosters communication between people, with open and sincere conversations, which generate trust and provide the breaking of hierarchical obstacles. A dialogue that maintains respect and provides a collaborative spirit between the interlocutors.

Likewise, be effective in “knowing how to listen”, paying attention to the interlocutor, to his speech, ideas, placement, vision, point of view, optics, perspective and reasoning. It is the constant practice of understanding and respecting the message of the employees and collaborators under their management.

It must also have the “hands on” attitude. It is about constantly exercising the principles of collectivity, co-responsibility, collaboration, cooperation, co-participation and co-creation. The spirit of collectivity!

Finally, acting by example. As the German musician, philosopher, theologian, doctor and missionary Albert Schweitzer said, “Setting an example is not the best way to influence others. Is the only one”.

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Professor Luiz R. Manfrim

Fanatic in Strategic Management (Master’s). Obsessed with Business Management (Specialization). Compulsive in Administration (Bachelor). Relevant consultant, passionate teacher, resilient innovator and intrapreneur maker.

Skills explorer in People Management, Educational Management, Systemic, Holistic and Connective View, Marketing, Competitive Intelligence, Business Design, Creativity, Innovation, Entrepreneurship and Futurism.

Co-author of the book “Entrepreneurial Education in the Federal District”. Collaborator in the book “The future belongs to CHICS: how to build Human, Smart, Creative and Sustainable Cities now”.

Currently navigates on the seas of Banco do Brasil, Jornal de Brasília and the Brazilian Institute of Smart, Human and Sustainable Cities. Professor Manfrim has already crossed the oceans of Universidade Cruzeiro do Sul, Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Cia Paulista de Força e Luz (CPFL), IMESB-SP, Nossa Caixa Nosso Banco, Microlins SP, Sebrae DF and the Federal District Government.

Contact: [email protected]

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Melvin S. Davies

Consultant, English for a Specific Purpose at Arena Consulting (www.arenaconsulting.com.br ).

Melvin S Davies is an ESP (English for a Specific Purpose) professional with a focus on offering bespoke business language solutions for SMEs, corporates and private clients.

Melvin has studied and delivered ESP solutions for prestige schools and businesses globally for over 10 years.

He has experience and certifications from Cambridge, Rosetta Stone and Berlitz. Previous to this he gained corporate experience and academic experience whilst working at Britain’s biggest retailer Tesco PLC.

His main experiences include Course Design and Teaching ESP to ESOLs and EFLs whilst working closely with Market Research and Sales teams.

Melvin has the ability to work independently or as part of a team.

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