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O cantor, compositor e produtor Pedro Blum apresenta o clipe de seu segundo lançamento do ano: “Eu odeio te amar”, uma música que aborda o sentimento autodestrutivo de um amor tóxico e revela a importância da responsabilidade afetiva em um relacionamento. A letra foi cuidadosamente elaborada por Pedro Blum em parceria com Tállia Alexandrino, conhecida por assinar hits como a “Favela chegou”, de Anitta e Ludmilla, e “Cancela”, de Carol Biazin.

Com uma estética melancólica, a canção se debruça em uma combinação de voz e piano, com batidas programadas e expressivos backing vocals. O clipe, disponível dia 13 de maio no YouTube, foi roteirizado, co-produzido e editado pelo próprio artista. A direção é de Philipe Rios (Pheijão), a fotografia é de Tiago Kashiwabara e a direção de arte é de Julia Kikoler.

A composição foi inspirada em experiências amorosas mal sucedidas, infelizmente tão comuns nos dias atuais, como explica Blum: “em tempos de ‘amores líquidos’, marcados por relacionamentos rasos, falta de comunicação e inseguranças, queremos alertar as pessoas para um tema tão importante, que é a mensagem principal da música: colocar-se em primeiro lugar e ressaltar a importância do amor próprio”.

O clipe é o desfecho de uma história de três capítulos, que começou a ser contada nos dois clipes anteriores: “E aí” e “Eu sou esse cara”, apresentando registros de ambos, através de fotografias polaroids. A produção apresenta técnicas de slow motion e usa uma linguagem artística para retratar um homem que é obcecado por um amor que deixou de ser correspondido. “Tentamos recriar esse ambiente emocionalmente carregado com o objetivo de traduzir essa sensação pesada de apego, que chega a ser doentio”, comenta Blum a respeito do processo de criação do clipe.

A produção musical e direção artística de “Eu odeio te amar” é de Filipe Soares – que coleciona trabalhos com grandes nomes da música como Anitta, Luisa Sonza, Di Ferrero, entre outros – e Gabriel Salles, que já teve ao menos 10 trabalhos nominados ao Grammy Latino, por meio de artistas como Tiago Iorc, Anavitória e Martinho da Vila. Para este lançamento, a aposta foi em elementos que ressaltassem a dramaticidade do tema, através de um marcante arranjo de piano com uma batida eletrônica, resultando na combinação de uma canção triste com uma atmosfera moderna.

Blum planeja lançar ao menos mais quatro singles e um EP, ao longo deste ano, que prometem destacar mais ainda a sua estética musical, mesclando elementos do pop urbano, do reggaeton, com batidas eletrônicas e uma pegada de flow na voz.

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Conexão JBr – Entrevista com Pedro Blum

Duas semanas de depoimentos aparentemente começam a consolidar a impressão de responsabilidades do governo Bolsonaro pelas mais de 400 mil mortes pela Covid-19. Resultados que parecem ter reflexos: se confirmado o que diz a pesquisa Datafolha, o governo vive seu pior momento em termos de popularidade e vê crescer seu principal adversário para 2022, o ex-presidente Lula. É correta a ideia de que o governo derrete? Ou o percentual de apoio que tem da população ainda lhe garante a possibilidade de reação? Para tratar desses temas, o podcast Imagem&Credibilidade/Jornal de Brasília desta semana traz como convidada a jornalista Helena Chagas, do Tag Report.

Imagem & Credibilidade #079 – CPI, pesquisas, eleições: será que o governo derrete?
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JBr News #169 – Pazuello em seu labirinto

A construção da carreira política do capitão reformado Jair Bolsonaro sempre se deu a partir do apoio vindo das patentes militares mais baixas. A alta cúpula do Exército sempre teve reservas e ele, pelo menos até o momento em que ele consolidou suas chances de vir a ser presidente da República.

Em dois momentos, tive confirmações nesse sentido. A primeira foi a partir da narrativa de um agente da comunidade de informações sobre como se deu a sua carreira de araponga. A primeira missão desse agente foi justamente espionar Bolsonaro. Porque ele era tido então pela alta cúpula militar como alguém cuja atuação poderia sublevar as baixas patentes. Era uma espécie de sindicalista militar. Um tipo, digamos, de Lula de direita para a alta cúpula.

Mais recentemente, um general confirmou que essa era a impressão que se tinha sobre o ex-capitão quando então era deputado. Na visão militar, tratava-se de um indisciplinado. De alguém que, dentro da lógica militar, nunca respeitou comandos e hierarquias. Por que, em determinado momento, boa parte dessa cúpula militar começou a enxergar em Bolsonaro um possível caminho para a sua redenção e retorno ao poder, é uma grande discussão, à qual podemos entrar em algum dia. Por ora, a sensação é de que uma parte dessa alta cúpula a essa altura parece meio arrependida do apoio que deu.

Nessa linha, porém, o que a CPI da Covid parece confirmar até aqui é a sensação de que não há no atual governo um comando vertical claramente estabelecido. Por mais que Bolsonaro o tempo todo se esforce em reforçar que quem manda é ele, que o presidente é ele, que ele é quem comanda, na prática o que acontece é uma grande confusão. Uma profusão de governos paralelos. E, para nós, sociedade brasileira, o que gera como consequência é que essa disputa entre os comandos e governos paralelos faz com que muitas ações muitas vezes não cheguem a lugar nenhum.

Já sabíamos antes da CPI da coexistência nada pacífica de diversos governos na Esplanada dos Ministérios. Há o governo dos próprios militares. A turma dos generais e outros que o próprio Bolsonaro colocou no governo. E há uma turma de outros generais ligados ao vice-presidente Hamilton Mourão. Há a turma dos ideológicos. Há a turma do Centrão. Não raras vezes, a principal tarefa de uma dessas turmas é desmoralizar e desfazer o que fez a outra turma.
Nas duas semanas de depoimentos da CPI até agora, várias foram as vezes agora em que se percebeu a existência de governos paralelos, muitas vezes atropelando ou atrapalhando as ações do governo oficial.

O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta adotou uma estratégia, o presidente Jair Bolsonaro a boicotou. O vereador Carlos Bolsonaro, que não tem função oficial alguma no governo, já apareceu em pelo menos duas reuniões no Palácio do Planalto, segundo relatado pelo próprio Mandetta e pelo executivo da Pfizer, Carlos Murillo. Foi a partir da condução do secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, que se deram as tratativas com a Pfizer, e não a partir do Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde, segundo Wajngarten disse mais à revista Veja que à CPI, não deu bola para a vacina da Pfizer, mas, então, o presidente Bolsonaro autorizou Wajngarten a fazer a negociação. Na área de comunicação, Wajngarten disse que não tinha sido ele quem deu publicidade à campanha “O Brasil não pode parar”. Mas a campanha foi assim mesmo veiculada e compartilhada pelo governo.

É possível que a tal indisciplina verificada com relação a Bolsonaro na sua carreira militar, a sua falta de respeito à hierarquia, acabe talvez contaminando a organização do seu governo. Por mais que o presidente faça questão de reafirmar a sua autoridade, o jeito como trabalha, a forma confusa como joga informações desencontradas que desmente depois, e os comandos paralelos que autoriza a figuras como Carlos Bolsonaro, parecem obter em muitos momentos efeito contrário.

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Há duas possibilidades. Ou em muitos momentos a ordem dada por Bolsonaro não é obedecida. Ou ele dá ordens desencontradas para atores diferentes ao mesmo tempo. O resultado final disso é que acabam acontecendo ações paralelas. A geometria até diz que linhas paralelas se encontram no infinito. Ela só não diz quanto tempo leva para isso acontecer. E o nosso problema é que a pandemia provoca uma situação de urgência que não autoriza esperar tanto tempo…

Coluna Informação #076 – Governos paralelos
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JBr News #168 – Não foi setembro… Foi maio…