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CPI: Flávio Bolsonaro fala e tenta trazer a “parte boa” de Ernesto

Flávio ainda parabenizou o ex-chanceler pelo depoimento e falou que a fala serviu para esclarecer o papel importante do governo federal

Por Geovanna Bispo 18/05/2021 4h49
Foto: Pedro França/Agência Senado

Durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) tentou trazer a parte boa das ações do ex-chanceler Ernesto Araújo, que depõe hoje (18). Bolsonaro, após criticar a mídia e até senadores, questionou Araújo sobre quantas pessoas ele teria organizado para serem trazidas de volta para o país no início da pandemia, em março do ano passado.

Flávio ainda parabenizou o ex-chanceler pelo depoimento e falou que a fala serviu para esclarecer o papel importante do governo federal no combate a pandemia de covid-19.

Contradições

Araújo se contradisse diversas vezes durante suas respostas. Uma delas foi sobre possíveis intervenções e orientações do presidente Bolsonaro na compra de vacinas e insumos. Segundo o ex-chanceler, ele nunca participou de reuniões em que se falasse “vamos comprar tal vacina ou vamos comprar tal vacina.”

Por duas vezes ele afirmou que não havia sido orientado por Bolsonaro de fechar acordos com certos países e uma vez que sim, ele foi orientado sobre o tipo de contratos que deveriam ser fechados. “Eu jamais participei de qualquer decisão de boicotar qualquer vacina”, concluiu.

Cloroquina

Mais cedo, Araújo afirmou que houve importação de insumos da Índia para produção de cloroquina no Brasil. Ele teria atuado frente ao Ministério das Relações Exteriores e disse que, com a alta na procura do fármaco, “um remédio muito importante que tenha seu estoque preservado”, foi necessário garantir a reserva do medicamento.

Em março do ano passado, havia uma expectativa de que o remédio poderia tratar e até prevenir a covid-19. “Não só no Brasil”, como disse o ex-chanceler, o que teria levado a diminuição do estoque do medicamento, anteriormente utilizado apenas contra doenças reumatológicas e malária.

Em outros depoimentos da Comissão, representantes já haviam informado de suposta reunião para mudanças na bula do medicamento, de modo que ela pudesse ser incluída no tratamento contra a covid.

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