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Justiça converte em preventiva prisão de Jairinho e Monique

Na decisão, a juíza levou em consideração o forte clamor público que tomou o caso

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal da Capital, decretou a prisão preventiva do vereador Dr. Jairinho e da professora Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel, respectivamente. O casal é acusado pela morte de Henry, no último dia 8 de março.

Na decisão, a magistrada levou em consideração o forte clamor público que tomou o caso. “Para além da revolta generalizada que os apontados agentes atraíram contra si antes mesmo de serem denunciados pelo órgão com atribuição para tal, releva assinalar que o modus operandi das condutas incriminadas reforça o risco a que estará exposta a ordem pública, bem como a paz social, se soltos estiverem os ora acusados”, escreveu a juíza.

Na quinta (6), o Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou por homicídio triplamente qualificado o vereador e a professora. No início da semana, a 16ª DP, responsável pelas investigações, havia concluído o inquérito e indiciado Jairinho e Monique por homicídio duplamente qualificado e tortura – no caso da mãe, por omissão à tortura.

Agora, o MPRJ enviou a denúncia com novos crimes e qualificadores. Além do homicídio, os dois também foram denunciados por fraude processual e coação no curso do processo. Monique também responderá por falsidade ideológica pelo fato de, em 13 de fevereiro – data de um episódio de tortura anterior ao dia da morte de Henry – ter prestado declaração falsa no Hospital Real D’Or, em Bangu, para onde levou o menino.

Em trecho da denúncia, a promotoria relata que “os intensos sofrimentos físicos e mentais a que era submetida a vítima como forma de castigo pessoal e medida de caráter preventivo consistiam em agressões físicas perpetradas pelo denunciado Jairo Souza Santos Junior”.

A mãe de Henry irá responder pelo crime de homicídio por omissão Segundo a promotoria, ela tinha o dever de proteção e vigilância.”A denunciada Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida consciente e voluntariamente, enquanto mãe da vítima e garantidora legal de Henry Borel Medeiros, se omitiu de sua responsabilidade, concorrendo eficazmente para a consumação do crime de homicídio de seu filho, uma vez que, sendo conhecedora das agressões que o menor de idade sofria do padrasto e estando ainda presente no local e dia dos fatos, nada fez para evitá-las ou afastá-lo do nefasto convívio com o denunciado Jairo”, diz o texto. Com Estadão Conteúdo

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