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Kátia Flávia
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Soberba saiu caro: Neymar já tinha contratos para o hexa antes de vexame contra a Noruega

Atacante deixou campanhas comerciais preparadas para uma possível conquista da Seleção Brasileira, mas a eliminação humilhante nas oitavas transformou o plano em símbolo de arrogância e fracasso

Kátia Flávia

06/07/2026 17h00

Neymar tinha contratos comerciais preparados para uma possível conquista do hexa

Neymar tinha contratos comerciais preparados para uma possível conquista do hexa

Neymar já tinha contratos comerciais encaminhados para campanhas ligadas a uma possível conquista do hexa pelo Brasil na Copa do Mundo, segundo o Diário do Centro do Mundo. Os acordos miravam ações publicitárias que seriam acionadas em caso de título, mas a Seleção Brasileira caiu para a Noruega nas oitavas de final e transformou a antecipação em mais um capítulo constrangedor do vexame brasileiro.

Eu ainda estava em Nova York, tentando fazer a tarde render antes do voo da noite, quando a informação apareceu no celular e eu quase pedi um copo d’água com gelo só para resfriar a vergonha alheia. Minha filha, Neymar preparou contrato para comemorar hexa e o Brasil não conseguiu atravessar a Noruega. É como encomendar faixa de campeão antes da final e tropeçar na porta da festa.

Brasil caiu para a Noruega nas oitavas e viveu vexame histórico na Copa
Brasil caiu para a Noruega nas oitavas e viveu vexame histórico na Copa

A lógica dos acordos era aproveitar comercialmente uma eventual conquista da Seleção Brasileira. Em casos assim, marcas deixam campanhas, produtos e peças publicitárias prontos para entrar no ar imediatamente após a confirmação do título. O problema é que a bola não assinou contrato.

Em campo, o Brasil perdeu por 2 a 1 para a Noruega, foi eliminado nas oitavas de final e protagonizou um dos maiores vexames recentes da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Neymar marcou o único gol brasileiro, mas também terminou a partida no centro das críticas por provocar o goleiro Orjan Nyland antes do pênalti perdido por Bruno Guimarães e se envolver em confusão na reta final.

E aí está o retrato cruel: enquanto o marketing preparava a festa do hexa, o futebol entregava eliminação precoce, descontrole emocional e um país inteiro olhando para a televisão sem acreditar. Neymar queria campanha de campeão, mas saiu com campanha espontânea de meme.

Não é proibido negociar antes. Publicidade vive de timing, e empresas se antecipam para não perder o embalo de uma conquista. Mas, no caso de Neymar, a antecipação soa como soberba porque combina com a imagem de uma Seleção Brasileira que entrou cercada de expectativa, discurso de estrela e promessa de redenção, mas saiu pela porta dos fundos contra uma seleção muito mais organizada.

O escândalo não está apenas no contrato. Está no símbolo. Enquanto torcedores esperavam resposta em campo, havia plano pronto para transformar eventual taça em produto. Só que a Noruega desmontou o roteiro, Erling Haaland fez o serviço, e o Brasil ficou com o pior dos dois mundos: sem hexa e com a arrogância exposta.

Eu imagino a pasta no computador da agência: “campanha hexa Neymar final”. Agora deve estar arquivada ao lado de “não usar”, “crise”, “plano B” e “pelo amor de Deus, não postar”. Porque não existe publi comemorativa que sobreviva a uma eliminação desse tamanho.

Campanhas planejadas para o título viraram símbolo de soberba após a eliminação
Campanhas planejadas para o título viraram símbolo de soberba após a eliminação

Neymar segue sendo uma potência comercial, disso ninguém duvida. Mas talvez seja justamente esse o problema. A máquina ao redor dele parece sempre pronta para transformar qualquer coisa em produto, até antes de o jogo ser jogado. E futebol, ao contrário de contrato, não aceita assinatura antecipada.

No fim, o hexa ficou no briefing, a Noruega ficou com a vaga, e Neymar ficou com mais um episódio para a coleção de momentos em que a marca pareceu maior que a Seleção Brasileira. A soberba saiu caro. E quem pagou a conta, mais uma vez, foi o torcedor brasileiro.

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