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Emoção marca enterro de policial morto no Jacarezinho; veja fotos

Um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o cemitério e debruçou flores sobre os familiares e os colegas de corporação

Foto: Carl de Souza/AFP

O inspetor André Leonardo de Mello Frias foi enterrado na tarde desta sexta-feira (7) na Zona Oeste do Rio de Janeiro. André Frias foi morto durante operação no Jacarezinho na quinta-feira (6). A ação da polícia matou 25 pessoas e é a mais violenta da história do Rio.

Um helicóptero da Polícia Civil do Rio sobrevoou o cemitério e debruçou flores sobre os presentes. O enterro começou por volta de 16h. Vários policiais civis estiveram presentes.

Veja fotos da cerimônia:

EUA estão atentos

O governo dos Estados Unidos disse nesta sexta-feira (7) que acompanha os desdobramentos da operação policial no Jacarezinho. Em nota, o Departamento de Estado dos EUA disse que o governo americano está ciente e acompanha de perto a operação e também os relatos das execuções extrajudiciais cometidas por policiais. O departamento também prestou condolências aos parentes das vítimas.

A porta-voz também declarou que “moradores de todos os bairros do Rio de Janeiro merecem policiamento responsável, assim como todos os cidadãos do Brasil”.

Reações de bolsonaristas

Os seguidores de Bolsonaro rapidamente apoiaram a polícia após o que a imprensa estrangeira tem tratado como carnificina. “Tudo bandido”, disse o vice-presidente Hamilton Mourão, general aposentado, referindo-se às 24 pessoas mortas. O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, chamou de “vagabundos” os que questionaram a polícia.

Especialistas em segurança e violência questionam por que as autoridades continuam a aplicar uma estratégia militar contra o crime organizado que, ao longo dos anos, resultou em altas taxas de mortalidade e poucos resultados.

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“Depois que a polícia sai, os grupos locais nao ficam enfraquecidos, os traficantes encomendam mais fuzis e amanhã grupos locais armados dessas comunidades estarão mais poderosos e mais fortes ”, disse Silvia Ramos, diretora do Observatório de Segurança da Universidade Cândido Mendes.

“E a polícia vai ter que voltar e dar mais tiros e deixar a população mais traumatizada”, acrescentou. Com Agence France-Presse






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