Raquel Pacheco, conhecida nacionalmente como Bruna Surfistinha, faturou R$ 100 mil nas primeiras 24 horas de atividade na plataforma adulta Fatal Fans. Segundo a empresa, o desempenho representa um recorde de estreia entre criadores de conteúdo no serviço.
Eu já estava em casa, de cabelo preso com cuidado para não destruir o investimento da tarde, abrindo uma água com gás e fingindo que não ia pedir comida por aplicativo, quando apareceu Bruna Surfistinha faturando R$ 100 mil em um dia. Minha filha, larguei o copo na bancada e pensei: enquanto metade do Brasil discute planilha, a mulher entrou na plataforma e fez caixa mais rápido que muito lançamento de produto com coach gritando no palco.

A entrada de Raquel no site aconteceu na semana passada e marca, segundo ela, uma nova etapa profissional. A influenciadora afirma que a decisão tem relação com o desejo de empreender, ampliar a renda, garantir melhores condições para a família e buscar reconhecimento pelo trabalho atual.
“Fiquei feliz com esse faturamento recorde. Realmente era algo que eu não esperava”, disse Raquel.
Além das assinaturas, a estreia também movimentou o chat da plataforma. Nas primeiras horas, ela recebeu mensagens, pedidos de interação e até uma proposta de R$ 5 mil para um jantar. Também houve solicitações de chamadas de vídeo no formato “meeting”.
Raquel Pacheco ficou conhecida nos anos 2000 ao publicar relatos sobre sua vida como garota de programa e depois transformar a experiência em livros. Entre eles estão “O Doce Veneno do Escorpião – O Diário de uma Garota de Programa”, lançado em 2005, “O Que Aprendi com Bruna Surfistinha – Lições de uma Vida Nada Fácil”, de 2006, e “Na Cama com Bruna Surfistinha”, de 2007.
A história ganhou ainda mais alcance em 2011, quando Deborah Secco interpretou Bruna Surfistinha no cinema. Agora, o assunto volta a circular com força porque a sequência do filme está em produção. “Bruna Surfistinha 2” tem estreia prevista para janeiro de 2027 e deve mostrar a fase posterior ao estouro nacional de Raquel, incluindo os desafios enfrentados após a decisão de deixar a prostituição.
E é aí que a coisa fica interessante. Raquel não está voltando simplesmente ao passado. Ela está reorganizando a própria narrativa em um mercado que mudou completamente. Antes, a história dela explodiu em blog, livro, entrevista e cinema. Agora, a nova fase passa por plataforma adulta, assinatura, chat, vídeo e faturamento direto.
O nome Bruna Surfistinha sempre foi atravessado por curiosidade, julgamento, moralismo e dinheiro. Muita gente consumiu a história, comprou livro, viu filme, comentou, julgou e voltou para consumir mais. Agora, quando Raquel decide monetizar a própria imagem em uma plataforma adulta, o país se faz de surpreso como se não tivesse acompanhado essa trajetória inteira com a cara colada na vitrine.
A diferença é que, desta vez, ela parece entrar com controle maior sobre o próprio negócio. Fala em empreendedorismo, renda, família e reconhecimento profissional. E, com R$ 100 mil em 24 horas, fica difícil fingir que a curiosidade do público não continua valendo muito dinheiro.

Bruna Surfistinha voltou ao jogo em outro tabuleiro. Não é mais só a personagem que o Brasil leu escondido ou viu no cinema com Deborah Secco. É Raquel Pacheco olhando para a própria marca, entendendo o momento e transformando desejo, memória e polêmica em faturamento recorde.
E se tem gente chocada, sinto informar: o escândalo envelheceu, mas o interesse do público segue novinho em folha.