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Saúde

Ansiedade em crianças e adolescentes: como os pais podem ajudar

Crises de ansiedade, além de relatos de tristeza e dificuldade de lidar com a pressão, têm sido frequentes

Redação Jornal de Brasília

02/05/2022 6h06

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após mais de dois anos de pandemia e diante do longo período de escolas fechadas, pais, professoes e os próprios estudantes têm percebido problemas de saúde mental entre crianças e adolescentes. Crises de ansiedade, além de relatos de tristeza e dificuldade de lidar com a pressão, têm sido frequentes.

Os problemas socioemocionais dos alunos trazem obviamente sofrimento para os pais. Muitos relatam dúvidas sobre a maneira correta de agir e como ajudar de fato. O psiquiatra Rodrigo Bressan, coordenador do programa ‘Cuca Legal’, com foco na saúde mental nas escolas, recomenda que os pais tentem se distanciar do problema. “Mesmo com a ligação afetiva, os pais devem tentar se distanciar para entender o desafio. Não ajuda muito reclamar da escola, por exemplo, e olhar só as dificuldades”, afirma ele, professor de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A psicóloga Adriana Severine afirma que é importante conversar com os filhos – sem interrompê-los ou ficar olhando mensagens no celular durante o papo. “Uma conversa olho no olho vai mostrar como os pais podem interferir, seja no medo do vírus ou na dificuldade de se relacionar”, opina a especialista.

Veja algumas dicas para ficar atento:

  • Alterações de comportamento, como crises de choro e acessos de raiva, também merecem atenção;
  • Cansaço, falta de energia e de ânimo;
  • Queda da concentração (ficar ‘desligado” muitas vezes);
  • Excesso de tempo em frente às telas (computadores, celulares e televisão);
  • Frequência nas aulas (muitas faltas devem começar a preocupar);
  • Converse com a professora para saber como a criança está indo na escola;
  • Exagero nos padrões alimentadores (comer muito ou passar horas sem comer);
  • Pergunte se os amigos são reais ou virtuais – o ideal é ter uma maioria significativa de amigos que podem ser definidos como ‘concretos’;
  • Procure um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra).

Estadão Conteúdo

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