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Witzel diz que foi perseguido por Bolsonaro depois que mandou “investigar sem parcialidade” o Caso Marielle

“Quantos crimes de responsabilidade esse homem vai ter que cometer até que alguém pare ele?”, indagou o governador cassado

Por Willian Matos 16/06/2021 11h34
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O governador cassado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, afirmou nesta quarta-feira (16) que, depois das investigações da morte da vereadora Marielle Franco (Psol), em 2018, no Rio, o presidente Jair Bolsonaro passou a persegui-lo.

“Tudo isso começou porque eu mandei investigar sem parcialidade o Caso Marielle. Quando foram presos os dois executores da Marielle, o meu calvário e a perseguição contra mim foram inexorável”, acusou Witzel. Os autores do crime a qual o ex-governador se refere são Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, denunciados pelo Ministério Público como os assassinos da vereadora e do motorista dela, Anderson Gomes.

“Ver um presidente da República em uma live lá em Dubai acordar na madrugada para me atacar e dizer que eu estava manipulando a polícia do meu estado… Ou seja: quantos crimes de responsabilidade esse homem vai ter que cometer até que alguém pare ele?”, disse Witzel. “Se nós não pararmos, essa republica chavista ao contrário vai avançar cada vez mais e o nosso país é quem mais vai sofrer”, concluiu.

Witzel depõe à CPI da Pandemia nesta quarta (16). O ex-governador deve fazer acusações contra Bolsonaro, de quem já foi aliado, durante todo o depoimento.

O ex-chefe do Executivo do Rio foi cassado em abril deste ano acusado de comandar esquema de corrupção na área da saúde, durante a construção de hospitais de campanha. Primeiro governador impitimado da história do país, Witzel foi denunciado pela PF por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.






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