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Renan Calheiros, sobre Flávio: “A resposta a essas ofensas é aprofundar a investigação”

Relator da CPI da Covid relembrou discussão que teve com o filho do presidente Jair Bolsonaro

Por Willian Matos 13/05/2021 10h58
Foto: Agência Senado

O relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), falou nesta quinta-feira (13) sobre a discussão que teve com o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na tarde de quarta (12). Segundo Renan, Flávio teve a intenção de atrapalhar as investigações da CPI.

Renan Calheiros disse ainda que a resposta aos ataques será o trabalho das investigações da CPI. “A minha resposta a todos esses ataques é este número aqui [apontou para a placa de 428.256 mortos pela covid-19]. Eu tirei meu nome e coloquei esse número aqui para que não haja dúvidas sobre o motivo pelo qual nós estamos investigando se houve genocídio ou não”, declarou. É a segunda sessão em que o senador troca a placa com seu nome por uma com os números atualizados de óbitos pelo novo coronavírus.

Foto: Reprodução/TV Senado

“Nós estamos aqui em respeito a essas vítimas e a resposta que nós poderemos dar da melhor forma é com o aprofundamento dessa investigação”, prosseguiu Renan, lamentando as mortes e prestando condolências aos familiares das vítimas. “Eu quero dizer às famílias dessas vítimas, aos mais de 15 milhões de sequelados da covid no Brasil que, haja o que houver, intimidação todos os dias, não haverá problema.”

Renan relembrou ainda a ida do presidente Jair Bolsonaro a Alagoas nesta quinta (13). Bolsonaro irá inaugurar duas obras que já estão em funcionamento. “Hoje mesmo o presidente da República foi a Alagoas inaugurar obras estaduais numa evidente provocação a essa comissão. A resposta a essas ofensas é aprofundar a investigação”, declarou Calheiros.

Antes, o relator relembrou o depoimento do ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, o que ele classificou como “um dos maiores desacatos”. “Ficou inequivocamente comprovado que o ex-secretário mentiu perante esta comissão e cometeu o concreto crime de falso testemunho”. Renan chegou a dizer, ontem, que pediria a prisão de Wajngarten.

Gerente-geral da Pfizer

Nesta quinta (13), depõe à CPI o ex-presidente da Pfizer no Brasil Carlos Murillo, que hoje é gerente-geral da farmacêutica na América Latina. Murillo deve responder perguntas sobre as tratativas da Pfizer com o governo brasileiro e acerca do suposto atraso do Executivo na negociação. Ontem, Wajngarten disse que a empresa enviou uma carta que só foi respondida dois meses depois.

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