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Kátia Flávia
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Ex-ator da Globo diz que transou com a prima, teve “apagão” e acordou nu ao lado de criança

Marco Furlan, que participou da série “Aline”, foi indiciado por estupro de vulnerável; defesa nega crime, fala em lapsos de memória e questiona pontos da investigação

Kátia Flávia

12/08/2026 16h30

Marco Furlan foi indiciado por estupro de vulnerável após episódio em chácara no interior de São Paulo

Marco Furlan foi indiciado por estupro de vulnerável após episódio em chácara no interior de São Paulo

Marco Furlan, ator que passou pela Globo na série “Aline”, voltou ao centro de um caso gravíssimo após sua defesa apresentar uma nova versão sobre a noite em que ele foi encontrado sem roupas ao lado de uma criança de 5 anos, em uma chácara em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Ele foi indiciado por estupro de vulnerável e nega o crime.

Eu já tinha pedido um café curto no Leblon e aberto o bloco de notas só para organizar as próximas bombas do dia, quando essa história apareceu com mais uma camada. E, meus amores, aqui não dá para maquiar: quando uma defesa fala em sexo com prima, lapso de memória e criança no quarto, a fofoca vira caso de polícia com letra maiúscula.

Segundo a advogada Graciele Queiroz, Marco estava bêbado na festa quando teria sido chamado pela aniversariante, sua prima, para entrar na casa. A defesa afirma que os dois mantiveram relação sexual e que, durante o ato, ele passou mal. Ainda de acordo com a versão apresentada, a própria aniversariante o teria levado ao banheiro.

O problema é o que vem depois. Marco diz não se lembrar do intervalo entre esse mal-estar e o momento em que acordou ao lado da criança. Por isso, a defesa sustenta que ele teve lapsos de memória e que um exame toxicológico deveria ter sido realizado.

E eu, que quase derrubei o café no pires, fui atrás do detalhe da Globo antes de chamar o homem de “ator da casa”. Marco não é nome atual da emissora, mas teve passagem pela série “Aline”, exibida pela Globo em 2011. Na trama, ele viveu Heitor, personagem descrito na época como o “homem perfeito” que abalava o triângulo vivido por Aline, Otto e Pedro.

A defesa também tenta derrubar uma informação registrada no boletim de ocorrência: a de que Marco teria dito aos policiais que confundiu a criança com a namorada. Graciele nega que ele tenha feito essa declaração e afirma que pretende pedir imagens das câmeras dos agentes, embora o boletim aponte que os policiais não usavam câmeras corporais.

A aniversariante, segundo a própria defesa, não confirmou à polícia que teve relação sexual com o primo. Graciele minimizou esse ponto dizendo que depoimentos em delegacia são dados no “calor da emoção” e que a discussão principal deve acontecer em audiência.

Do outro lado, Maria Fernanda Mituo, advogada da família da criança, afirma que a investigação continua. A criança ainda deve ser ouvida, e novos resultados de exames devem ser divulgados. O primeiro laudo não encontrou lesões visíveis, mas a defesa da família destaca que a ausência de lesões macroscópicas não descarta a tipificação do crime.

Aqui eu deixo bem claro, porque o assunto exige cuidado: Marco Furlan foi indiciado por estupro de vulnerável. A defesa afirma que ele é inocente e contesta pontos da investigação. A família da criança, por sua vez, aguarda o avanço das apurações.

E eu termino o café sem fazer piada, porque tem pauta em que o deboche precisa ficar guardado na bolsa. Há uma criança de 5 anos no centro dessa história, versões conflitantes e uma investigação que ainda precisa esclarecer o que aconteceu naquela noite. Que a Justiça apure cada detalhe, preserve a criança e estabeleça os fatos com a seriedade que o caso exige.

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