Marco Furlan, ator que passou pela Globo na série “Aline”, voltou ao centro de um caso gravíssimo após sua defesa apresentar uma nova versão sobre a noite em que ele foi encontrado sem roupas ao lado de uma criança de 5 anos, em uma chácara em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Ele foi indiciado por estupro de vulnerável e nega o crime.
Eu já tinha pedido um café curto no Leblon e aberto o bloco de notas só para organizar as próximas bombas do dia, quando essa história apareceu com mais uma camada. E, meus amores, aqui não dá para maquiar: quando uma defesa fala em sexo com prima, lapso de memória e criança no quarto, a fofoca vira caso de polícia com letra maiúscula.

Segundo a advogada Graciele Queiroz, Marco estava bêbado na festa quando teria sido chamado pela aniversariante, sua prima, para entrar na casa. A defesa afirma que os dois mantiveram relação sexual e que, durante o ato, ele passou mal. Ainda de acordo com a versão apresentada, a própria aniversariante o teria levado ao banheiro.
O problema é o que vem depois. Marco diz não se lembrar do intervalo entre esse mal-estar e o momento em que acordou ao lado da criança. Por isso, a defesa sustenta que ele teve lapsos de memória e que um exame toxicológico deveria ter sido realizado.
E eu, que quase derrubei o café no pires, fui atrás do detalhe da Globo antes de chamar o homem de “ator da casa”. Marco não é nome atual da emissora, mas teve passagem pela série “Aline”, exibida pela Globo em 2011. Na trama, ele viveu Heitor, personagem descrito na época como o “homem perfeito” que abalava o triângulo vivido por Aline, Otto e Pedro.
A defesa também tenta derrubar uma informação registrada no boletim de ocorrência: a de que Marco teria dito aos policiais que confundiu a criança com a namorada. Graciele nega que ele tenha feito essa declaração e afirma que pretende pedir imagens das câmeras dos agentes, embora o boletim aponte que os policiais não usavam câmeras corporais.
A aniversariante, segundo a própria defesa, não confirmou à polícia que teve relação sexual com o primo. Graciele minimizou esse ponto dizendo que depoimentos em delegacia são dados no “calor da emoção” e que a discussão principal deve acontecer em audiência.
Do outro lado, Maria Fernanda Mituo, advogada da família da criança, afirma que a investigação continua. A criança ainda deve ser ouvida, e novos resultados de exames devem ser divulgados. O primeiro laudo não encontrou lesões visíveis, mas a defesa da família destaca que a ausência de lesões macroscópicas não descarta a tipificação do crime.

Aqui eu deixo bem claro, porque o assunto exige cuidado: Marco Furlan foi indiciado por estupro de vulnerável. A defesa afirma que ele é inocente e contesta pontos da investigação. A família da criança, por sua vez, aguarda o avanço das apurações.
E eu termino o café sem fazer piada, porque tem pauta em que o deboche precisa ficar guardado na bolsa. Há uma criança de 5 anos no centro dessa história, versões conflitantes e uma investigação que ainda precisa esclarecer o que aconteceu naquela noite. Que a Justiça apure cada detalhe, preserve a criança e estabeleça os fatos com a seriedade que o caso exige.