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Atirador em jantar com Trump é acusado de três crimes e pode ser condenado à prisão perpétua

Homem foi formalmente acusado de tentativa de assassinato do presidente, transporte interestadual de armas e disparo de arma de fogo durante um crime violento

Redação Jornal de Brasília

27/04/2026 15h45

homem que atirou em jantar da casa branca

Foto: Reprodução/Truth Social

ISABELLA MENON
FOLHAPRESS

O homem que disparou durante um evento em Washington com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compareceu pela primeira vez diante de um juiz federal, nesta segunda-feira (27), e foi indiciado por tentativa de assassinato. Se considerado culpado, ele poderá ser condenado à prisão perpétua, de acordo com o jornal The New York Times.

Cole Tomas Allen, 31, vestia um macacão azul, comum entre detentos, ao ser levado para o tribunal federal de Washington, segundo a agência de notícias Reuters. “Ele tentou assassinar o presidente dos EUA, Donald J. Trump”, disse a promotora Jocelyn Ballantine durante a audiência.

O atirador, que não se declarou culpado, afirmou que responderia a todas as perguntas com sinceridade.

Já o juiz federal Matthew Sharbaugh determinou que ele permanecesse sob custódia enquanto o caso é investigado. Outra audiência foi marcada para a próxima quinta-feira (30).

Além da tentativa de assassinato, Allen também enfrenta acusações relacionadas a porte de armas e crime violento.

Antes do ataque, o homem encaminhou um manifesto para sua família, divulgado pelo New York Post.

No documento, ele criticou a falta de segurança do evento e afirmou que estava nervoso pelo ataque que estava prestes a fazer. Também disse que os alvos eram autoridades americanas e a maioria das pessoas que “optaram por participar do discurso de um pedófilo e estuprador”, a quem chama de cúmplices.

Apesar de não citar o nome do presidente Donald Trump, as evidências ligam as mensagens ao mandatário. O republicano foi alvo de críticas ao longo do último ano pela proximidade que manteve com o abusador sexual Jeffrey Epstein, que morreu enquanto aguardava a conclusão do julgamento em 2019.

Em fotos, documentos e emails, Trump parece ter tido uma relação próxima com Epstein, apesar de ele negar. Neste ano, o presidente escreveu nas redes sociais que nunca foi à ilha onde o financista abusava das vítimas e ameaçou processar opositores que o ligam ao caso.

“Eu não só não era amigo de Jeffrey Epstein como, com base em informações que acabam de ser divulgadas pelo Departamento de Justiça, Epstein e um ‘autor’ mentiroso e canalha chamado Michael Wolff conspiraram para me prejudicar e/ou prejudicar minha Presidência”, publicou.

Nos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça no ano passado, há emails entre Epstein e o autor Michael Wolff. Nas mensagens, do fim de janeiro de 2019, o abusador diz que Trump tinha conhecimento sobre “as garotas”. Apesar de negar, há registros de que Epstein e Trump mantiveram contato entre os anos 1990 e 2000.

No domingo, em entrevista ao programa “60 Minutes”, Trump reagiu às acusações contidas no manifesto.

“Eu não sou pedófilo”, afirmou o presidente, irritado com o questionamento. “Eu não estuprei ninguém.
Eu não sou um pedófilo.” Ele também afirmou que não sentiu medo durante o episódio de sábado e disse que ameaças fazem parte do cargo, embora tenha reconhecido a gravidade do atentado frustrado.

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