Menina, o grupo do Cosme Velho não teve um minuto de paz na estreia do Brasil na Copa. Eu lá, entre um cafezinho e um retoque de botox emocional, quando começa a pipocar vídeo de Diogo Defante cercado por polícia americana na porta do MetLife Stadium. Em cinco minutos, tinha diretor de TV perguntando se era prisão mesmo, socialite cancelando viagem a Nova York e fã ofegante mandando áudio da esteira da academia. Aí eu larguei tudo, botei o roupão de jornalista e fui atrás do babado.
O que está em vídeo é o seguinte: Defante, escalado como repórter maluquinho da CazéTV, está nos arredores do estádio quando é abordado por policiais de Nova Jersey, em plena estreia da Seleção contra o Marrocos. Eles cercam o humorista, ele conversa, entra no carro da polícia e a transmissão segue sem que o público saiba se aquilo era quadro, bronca ou começo de episódio de série policial. Sites mais sedentos já cravaram “preso”, mas até agora nenhuma autoridade americana confirmou prisão, ficha, autuação ou canequinha com número na mão brasileira.

No papel, Defante está nos Estados Unidos para fazer justamente o que ele sempre fez: transformar torcida em palco, segurança em personagem e qualquer fila em esquete de improviso. O histórico dele com esportes é esse, do Qatar para cá: VT caótico, interação bizarra e uma linha muito tênue entre espontaneidade e passar do ponto. Some isso a uma Copa com segurança pesada, estádio cercado, alerta máximo em torno de aglomeração, e você entende por que piada com policial ali não é exatamente quadro do Casseta & Planeta.
Nas redes, o roteiro correu mais rápido que ele entrando na viatura. Tem corte da transmissão, tem reel carimbando “preso nos EUA”, tem página de fofoca perguntando se foi marketing barato e tem fã em pânico porque o ídolo sumiu da live. Em outro vídeo, aparecem Casimiro e um colega no estúdio reagindo à notícia de que Defante teria sido levado, claramente sem saber ainda se era coisa séria ou VT pronto para virar meme oficial da Copa. Enquanto isso, silêncio absoluto da CazéTV e do próprio humorista, o que só joga gasolina no fogaréu do feed.

Agora, meu veredito de fofoqueira rica que conhece roteirista de longe: tem cheiro de mistura. Metade bronca real de polícia que não está para gracinha em Copa nos Estados Unidos, metade produção esperta que viu oportunidade de transformar aperto em temporada especial de “Defante, detento da zoeira”. Se ele voltar fazendo piada pesada, a gente vai saber que era conteúdo; se voltar pianinho, é porque o improviso bateu na muralha de segurança americana. Até lá, só recomendo uma coisa: quem ama o homem, que nem a Kátia na esteira, faça respiração profunda, porque o show de ego e algema ainda está só começando.