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França diz que Irã deve fazer ‘grandes concessões’ para encerrar crise com EUA e Israel

Chanceler afirma que solução duradoura depende de mudança de postura de Teerã, enquanto tensões sobre o Estreito de Ormuz persistem

Redação Jornal de Brasília

27/04/2026 15h29

Foto: AFP

Foto: AFP

O chanceler da França disse nesta segunda-feira (27) que o Irã deve se preparar para fazer “grandes concessões” para encerrar a crise iniciada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel.

“Não haverá uma solução duradoura para esta crise enquanto o regime não aceitar grandes concessões e uma mudança radical de postura”, disse o chanceler francês, Jean-Noël Barrot, ao Conselho de Segurança da ONU.

Barrot afirmou que o Irã deve mostrar como pode haver uma “coexistência pacífica (…) com seu entorno regional e que o povo iraniano seja capaz de construir livremente seu próprio futuro”, meses depois de o Estado clerical reprimir duramente protestos massivos.

Barrot participou de uma sessão convocada por Bahrein, na qual dezenas de países fizeram um apelo conjunto ao Irã para que reabra completamente o Estreito de Ormuz, a porta de entrada para o Golfo e por onde transita um quinto do petróleo mundial.

Em resposta ao ataque, o Irã reforçou seu controle sobre o estreito e afirmou que imporá um sistema de pedágios, desafiando os alertas do presidente americano, Donald Trump, diante da forte alta dos preços do petróleo.

Mike Waltz, embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas, disse que o Irã violou o direito internacional ao colocar minas no estreito.

“Teerã admite esses crimes (…) mas também admite que não sabe onde estão as minas”, afirmou.

Trump também criticou os membros da Otan por não apoiarem os Estados Unidos na guerra, para a qual não foram consultados previamente.

Mas Waltz afirmou diante do Conselho de Segurança: “Agora é o momento para que uma coalizão de parceiros com ideias semelhantes dê um passo à frente e entre em ação com capacidades reais e ajude”.

Embora Barrot tenha denunciado as ações do Irã, também culpou os Estados Unidos e Israel por iniciarem uma guerra “sem um objetivo claramente definido e à margem do direito internacional”.

“Mas o regime iraniano tem uma responsabilidade esmagadora nesta situação”, acrescentou.

AFP

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