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Governo Trump divulga novos arquivos sobre óvnis, com registros feitos do ônibus espacial Columbia

Segundo o governo americano, outros lotes devem ser publicados nos próximos meses

Redação Jornal de Brasília

11/07/2026 12h40

Foto: Kent Nishimura/AFP

Foto: Kent Nishimura/AFP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O governo de Donald Trump divulgou nesta sexta-feira (10) um novo conjunto de arquivos sobre fenômenos aéreos não identificados, conhecidos pela sigla UAPs, usada oficialmente pelas autoridades americanas. O material faz parte da política anunciada pela Casa Branca neste ano para retirar o sigilo de registros históricos relacionados ao tema.

O pacote reúne 40 arquivos inéditos, entre os quais estão 14 documentos, 19 vídeos, quatro gravações de áudio e três imagens produzidos por órgãos como o Pentágono, a CIA, o FBI, a Nasa e o Departamento de Energia. Segundo o governo americano, outros lotes devem ser publicados nos próximos meses.

O material contém, por exemplo, registros feitos entre 19 de novembro e 7 de dezembro de 1996 por astronautas a bordo do ônibus espacial Columbia. Em uma delas, um objeto é visto à direita da Terra.

Noutra, parece girar em torno do seu eixo principal, algo compatível com o comportamento de um objeto flutuando livremente. E, na terceira, ele aparentemente segue em uma trajetória passando entre a nave e a Terra.

Entre os registros divulgados de óvnis está o depoimento de um aviador militar com quase três décadas de serviço, que relatou ter observado, durante um voo de treinamento, um objeto com características de deslocamento que, segundo ele, não se pareciam com nenhuma aeronave conhecida.

Também foram liberadas gravações feitas por sensores infravermelhos e relatórios sobre ocorrências investigadas pelas Forças Armadas ao longo das últimas décadas.

O governo afirma que a abertura dos arquivos busca ampliar a transparência sobre investigações conduzidas por diferentes agências federais.

Em fevereiro, Trump determinou que órgãos de segurança e inteligência identificassem documentos passíveis de desclassificação e os disponibilizassem em um portal público criado para reunir o acervo.

Apesar do interesse despertado pelos casos, as autoridades americanas ressaltam que a divulgação não representa evidência da existência de vida extraterrestre. Os episódios permanecem classificados como “não identificados” porque, segundo o Pentágono, os dados disponíveis não permitem determinar sua origem com segurança.

Nos últimos anos, o tratamento dado ao tema mudou nos Estados Unidos. Em vez de associar automaticamente os relatos à hipótese de objetos de origem alienígena, o governo passou a enquadrá-los como potenciais questões de segurança nacional.

A preocupação é verificar se alguns dos fenômenos podem estar relacionados a tecnologias desenvolvidas por países rivais, falhas de sensores ou eventos atmosféricos ainda não esclarecidos.

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