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Concurso público para professores efetivos da Secretaria de Educação está por vir

A previsão é que os editais saiam até o mês que vem, e que as provas sejam aplicadas no início de 2022

Foto: Daniel Guimarães/A2IMGFoto: Daniel Guimarães/A2IMG

Por Gabriel de Sousa
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Nesta terça-feira (16), a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá informou que o Governo do Distrito Federal (GDF) está preparando esforços para que o processo seletivo para professores efetivos saia no início do próximo ano. A expectativa é que o edital definitivo saia até o final deste ano.

De acordo com a secretária, é de desejo do governo local que o concurso público seja realizado com rapidez. “Queremos publicar o edital ainda neste ano para que a gente possa realizar o concurso no início do próximo ano. O mais breve possível para termos novos profissionais na Educação. A gente sempre precisa dessa renovação”, afirmou.

O concurso está autorizado desde o dia 8 de março deste ano, quando o secretário de Economia, André Clemente, permitiu a publicação de editais para ingresso nas carreiras de magistério e assistência à Educação. Na ocasião, foi estipulado que o salário inicial dos professores que trabalham 20 horas semanais será de R$ 2.618,57. Já aqueles que tiverem 40 horas semanais de exercício poderão receber até R$ 5.237,13.

Já a carreira de assistência à educação é composta pelas funções de monitor de gestão educacional, técnico de gestão educacional e analista de gestão educacional. Os salários dos cargos estão entre R$ 2.068,43 a até R$ 4.223,76.

Até o presente momento, não foi informado o número de vagas que serão ofertadas para o processo seletivo para professores efetivos. Porém, a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias, na edição de 2021, são previstas 2.768 nomeações para a Secretaria de Educação (SEE/DF). Deste número, 2.007 são para profissionais da educação básica. Atualmente, há mais de 26 mil efetivos concursados pela pasta.

Na última terça-feira (16), mesma data em que a secretária Hélvia Paranaguá informou a realização breve do novo concurso de professores efetivos, o Governo do Distrito Federal (GDF) zerou o cadastro reserva do último processo seletivo realizado em 2016, fato que possibilitou a elaboração do futuro certame. Em três anos, o governo local contratou 3.337 novos servidores para atuar nas salas de aula da capital federal.

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Na ocasião, o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que planeja encerrar o seu mandato como governador em 2023 com um recorde de nomeações. “Já nomeei 3.337 servidores da educação ao longo desses três anos e vamos fechar nosso mandato como o governo que mais nomeou servidores públicos na história do Distrito Federal”, afirmou.

Uma das candidatas que aguardam a realização do novo concurso público é Juliana Andrade, recém-formada em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e que mora em Samambaia com o pai. Ela veio morar em Brasília para melhores condições de trabalho na área docente. “Em Brasília é onde os professores conseguem os melhores salários e oportunidades de construir suas carreiras, por isso, muitos profissionais vêm de fora para virem para cá”, afirma.

Juliana tem a pretensão de trabalhar em uma escola perto de onde mora, e para isso, está desde a sua formatura, no início deste ano, se preparando para os novos concursos públicos do Distrito Federal. “Eu estudo todos os dias durante duas horas, o mais importante é manter o foco. As pessoas dizem que o concurso da Secretaria de Educação é fácil, mas passam poucas pessoas comparado ao grande número de candidatos”, observa.

A goiana agora aguarda os próximos movimentos da Secretaria de Educação, e espera que o edital com a data das provas seja disponibilizado logo. “Vai batendo aquela ansiedade junto com a sensação de que nós estudamos pouco. Mas eu gostaria já começar o próximo ano com o emprego dos sonhos”, disse a recém-formada.

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Como foi o último concurso?

O último concurso realizado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE/DF) foi em 2016, quando 2.900 oportunidades para carreiras dos níveis médio, técnico e superior foram disponibilizadas pelo edital. As vagas foram destinadas às funções de professor da educação básica, analista, técnico e monitor de gestão educacional. Duas mil foram apenas para professores, destinados a candidatos de nível superior.

O restante se concentrara em vagas para a área de assistência educacional, sendo 560 para técnicos em gestão educacional, 250 para monitores e 90 para analistas. Naquele concurso público, as remunerações chegaram a até R$5 mil, e foi organizado pelo Centro Brasileiro De Pesquisa em Avaliação e Seleção e De Promoção de Eventos (Cebraspe).

O certame foi dividido em duas fases, a primeira consistiu na realização de uma prova objetiva com 120 questões de Conhecimentos Básicos, Complementares e Específicos. Enquanto a segunda etapa se resumiu a avaliação de títulos daqueles que tiveram sido aprovados nas avaliações escritas.

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