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Apenas 14 dos 25 mortos no Jacarezinho foram identificados. Veja nomes

Famílias aguardam para identificar os entes perdidos. IML recebeu, até esta manhã, 19 dos 25 corpos

Foto: Mauro Pimentel/AFP

Um dia após a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que terminou com 25 mortos na comunidade do Jacarezinho, há corpos que ainda não foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) para serem periciados. Com isso, nem todas as vítimas foram identificadas ainda.

Famílias aguardam para identificá-los em frente à unidade. Ao jornal Folha de S.Paulo, a Comissão de Direitos Humanos da OAB revelou 14 nomes, com idades de 18 a 43 anos (veja abaixo). A direção do IML revelou à comissão que, até a manhã desta sexta (7), chegaram apenas 19 dos 25 corpos.

Mortos identificados até o momento, segundo Comissão de Direitos Humanos da OAB:

  1. Cleiton da Silva de Freitas Lima, 27 anos
  2. Francisco Fabio Dias Araujo Chaves, 25 anos
  3. Isaac Pinheiro de Oliveira, 22 anos
  4. Jhonatan araujo da silva, 18 anos
  5. John Jefferson Mendes Rufino da Silva, 30 anos
  6. Jorge Jonas do Carmo, 31 anos
  7. Marcio da Silva, 43 anos
  8. Marcio Manoel da Silva, 41 anos
  9. Mauricio Ferreira da Silva, 27 anos
  10. Raul Barreto de Araujo, 19 anos
  11. Richard Gabriel da Silva Ferreira, 23 anos
  12. Romulo Oliveira Lucio, 20 anos
  13. Toni da Conceição, 30 anos
  14. Wagner Luis de Magalhaes Fagundes, 38 anos​

A reportagem perguntou à Polícia Civil para onde foram levados os 3 dos 25 corpos que não estavam em hospitais municipais nesta quinta e onde estão os seis corpos que não ainda estão no IML até o momento. Também indagou sobre a demora no transporte e identificação dos mortos e pediu a confirmação dos nomes divulgados pela OAB. A corporação não respondeu até a publicação deste texto.

Questionada sobre a existência de corpos decorrentes da operação no Jacarezinho em hospitais estaduais, a Secretaria de Estado de Saúde informou que não consegue levantar essa informação sem os nomes dos pacientes e das unidades.

O andamento da investigação do caso é uma das preocupações da Defensoria Pública e da Comissão de Direitos Humanos da OAB. “Vamos exigir perícia independente neste caso. Não é possível que a Polícia Civil investigue a si mesmo numa chacina dessa dimensão”, disse nesta quinta Nadine Borges, presidente do grupo da OAB.

A Defensoria afirmou que alguns dos locais em que ocorreram as mortes na favela do Jacarezinho foram desfeitos antes da realização de perícia da Divisão de Homicídios.

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A defensora Maria Júlia Miranda, que esteve no local, afirmou que houve alteração da cena do crime em ao menos três pontos. Duas delas ocorreram dentro de residências e outra num beco em que um homem foi morto, segundo ela, numa cadeira de plástico.

“Numa casa, a família foi tirada e morreram dois rapazes na sala. A sala está repleta de sangue e partes de corpo. Elas foram tiradas de dentro dessas casas já mortas. É desfazimento de cenas de crime”, disse Miranda.

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as mortes em decorrência das intervenções policiais por meio da Delegacia de Homicídios da Capital, que tem um núcleo especializado no tema. A unidade é subordinada ao Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Nesta quinta, horas após a operação e antes das apurações serem concluídas, o diretor-geral do departamento afirmou que “não houve execução e que houve uma necessidade real de um revide a uma injusta agressão”, acrescentando que “a ação é legítima desde o início até o final dentro de total legalidade”.

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O Ministério Público do RJ também disse que investigará paralelamente denúncias de abusos na incursão. Em nota, informou que o canal de atendimento do plantão permanente “recebeu, nesta tarde, notícias sobre a ocorrência de abusos relacionados à operação em tela, que serão investigadas”.






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