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PCDF deflagra Operação Falsa Imagem e desarticula associação criminosa

A polícia iniciou investigação criminal com o objetivo de apurar a atuação de um grupo especializado no desvio de cargas

Por Mariana Haun 25/05/2022 12h34
Foto: Reprodução/ PCDF

Neta quarta-ferira, 24, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), deflagrou a Operação Falsa Imagem. A ação resultou no cumprimento de 05 mandados de prisão e 07 de busca e apreensão.

A polícia iniciou investigação criminal com o objetivo de apurar a atuação de um grupo especializado no desvio de cargas. Um dos principais alvos da investigação, foi preso em 2018, pela Corpatri, pela prática dos mesmos crimes, estava em liberdade provisória.

Outro suspeito também em liberdade provisória, já foi preso por roubo com restrição de liberdade e receptação.

Durante o seguimento da investigação, os policiais identificaram vários delitos praticados pelos integrantes do grupo. Eles utilizavam documentos falsos e caminhões clonados para retirar cargas de alto valor econômico nas empresas.

O grupo tinha acesso a cadastros de motoristas com caminhões registrados sem restrição. Os envolvidos fabricavam documentos com os nomes dessas pessoas, com a foto dos investigados, que eram alternadas a cada carga desviada.

Os investigados procuravam, principalmente, um modelo específico de caminhão. O grupo tinha um veículo desse tipo e a cada crime comprava a documentação que seria usada pelo motorista. Eles também fabricavam uma placa para o caminhão.

Os acusados, com documentos falsos em mãos, passavam-se por motoristas idôneos e cadastravam o perfil em sites de transportadoras. Após a aprovação da documentação, buscavam a carga no local combinado, que era revendida por 1/3 do valor.

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Os agentes apuraram que o grupo gerou um prejuízo de dois milhões.

Os envolvidos são investigados pelos crimes de organização criminosa, estelionato, receptação qualificada e uso de documento falso. As penas dos delitos, somadas, podem chegar a 27 anos de prisão.








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