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Brasileiro decide ficar na China apesar de surto de coronavírus

Ele estuda mandarim na Universidade de Hubei e não quer sair do local para não perder a bolsa que tem

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Deixar a cidade de Wuhan, capital da província de Hubei na China, epicentro do surto de coronavírus, se tornou emergência para os brasileiros outros milhares de estrangeiros imersos em uma crise de saúde global que ainda está longe do fim. Mas para o estudante Miguel Manacero, de 18 anos, embarcar no avião da Força Aérea Brasileira que levou de volta ao Brasil 34 brasileiros significava abandonar “o sonho chinês” alimentado desde a infância. 

Miguel Manacero deixou a cidade de Guapiaçu-SP no ano passado para aprender mandarim na Universidade de Hubei, idioma que ele começou a estudar com 12 anos.  O interesse pela China surgiu com o kung fu, arte marcial que ele pratica desde a infância.

O jovem brasileiro afirma que deixar a China poderia comprometer o término do curso de mandarim, qualificação que pode ajudá-lo a conseguir uma bolsa de estudos para um curso de graduação na Universidade de Hubei. A embaixada brasileira na China deu um prazo para a comunidade no local decidir se embarcaria ou não de volta ao Brasil.

Manacero admite que sentiu “bastante medo” em ficar pela incertezas relacionadas à expansão do vírus. A epidemia já matou 1.013 pessoas (11/02). Apenas na segunda-feira, 108 pessoas morreram em consequência do vírus, o maior número de mortes já registrado em um dia desde o início do surto, em dezembro.

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A letalidade do coronavírus já supera a da epidemia provocada pelo A letalidade do coronavírus já supera a da epidemia provocada pelo Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) também originado na China, que matou 774 pessoas ao redor do mundo em 2003.




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