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Covid-19: IGESDF lança edital para compra emergencial de medicamentos para intubação

O prazo se encerra nesta terça-feira (30) às 23h59, e tem como objetivo garantir o abastecimento desses itens pelos próximos seis meses

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Após publicação no Jornal de Brasília, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) abriu edital para compra emergencial de medicamentos injetáveis com foco no atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus e que estão internados nas unidades de saúde do instituto. O prazo se encerra nesta terça-feira (30) às 23h59, e tem como objetivo garantir o abastecimento desses itens pelos próximos seis meses. 

A aquisição compõe uma lista de medicamentos essenciais para a intubação como sedativos, analgésicos, entre outros insumos para controlar a pressão sanguínea em estado hipotensivo agudo, manutenção da estabilidade dos pacientes e coadjuvante no tratamento da parada cardíaca e hipotensão profunda.

“Estamos fazendo essa compra para garantir que não faltem esses itens, essenciais para o tratamento dos pacientes com covid-19 nas nossas unidades”, ressaltou o diretor-presidente do IGESDF, Sergio Costa.

As propostas devem ter prazo de validade não inferior a 90 dias e preço fixo, especificação clara, completa e detalhada do(s) produto(s) ofertado(s), preço unitário e valor total expresso em R$ (reais) e quantidade(s) do(s) produto(s).

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Também é necessário detalhar marca e modelo, nome comercial, número do código do produto, forma de apresentação, fabricante, procedência e país de origem, número do registro e detentor do registro.

Veja a lista de medicamentos da seleção: 

  • ATRACURIO (BESILATO) 10 MG/ML SOL INJ AMPOLA 2,5ML
  • CISATRACURIO (BESILATO) 2 MG/ML SOLUCAO INJETAVEL AMP 5 ML
  • FENTANILA 0,05 MG/ML SOLUCAO INJETAVEL AMP OU FA 10ML
  • MIDAZOLAM 5MG/ML AMPOLA 10 ML
  • ROCURONIO 10 MG/ML SOLUÇAO INJETAVEL FRASCO/AMPOLA 5 ML
  • PANCURONIO (BROMETO) 2MG/ML SOLUÇAO INJETAVEL AMPOLA 2ML
  • PROPOFOL 20 MG/ML EMULSAO INJETAVEL FRASCO-AMPOLA 50 ML
  • NOREPINEFRINA (HEMITARTARATO) 2 MG/ML SOLUÇÃO INJETÁVEL
  • AMPOLA 4 ML

O edital da dispensa de seleção de fornecedores está disponível no site. 

Entenda

Os estoques de Dormonid e Pancurônio, medicamentos utilizados para manter sedados os pacientes em estado grave de covid-19 que estão entubados, estão em níveis críticos na secretaria de Saúde do Distrito Federal. De acordo com fiscalização realizada pela Comissão de Direito à Saúde da Ordem dos Advogados (OAB-DF), na última sexta-feira, dia 26 de junho, havia no estoque da SES 16 caixas dos dois medicamentos. Esse quantitativo era para atender todas as unidades públicas de saúde do DF.

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Gutemberg Fialho, presidente do Sindicato dos Médicos do DF, alertou que não adianta aumentar a quantidade de leitos se não há medicação necessária para manter o paciente sedado durante o tempo de internação. Assim como a comissão da OAB que fiscalizou os estoques do GDF, Fialho disse que a indústria está retendo os medicamentos de sedação para vender por preços acima do que é normalmente praticado pelo mercado.

“A falta desses medicamentos poderia ser evitada se o governo do Distrito Federal tivesse seguida a orientação feita pelas entidades médicas no mês de março, que era suspender os procedimentos eletivos – não emergenciais. Se isso tivesse acontecido hoje ainda teríamos os anestésicos necessários”, avaliou. O presidente do sindicato dos Médicos alertar que se não houver uma
redução do número de casos no DF, enfrentaremos na capital do País uma situação muito difícil. Segundo ele, o lockdown – confinamento – pode ser uma alternativa.

Questionada a respeito da falta de medicamentos, a assessoria secretaria de Saúde do DF respondeu: “a escassez de medicamentos é geral no País. Mas aqui ainda temos estoque desses medicamentos e processos de compra em andamento”. Já profissionais de saúde que atendem pacientes com coronavírus alertam que pacientes estão sendo entubados sem a sedação necessária, o causa enorme desconforto e stress ao doente, podendo levar ao óbito em alguns casos, uma vez que a falta de sedação faz com que o paciente queira respirar normalmente, impossibilitando o trabalho correto do respirador mecânico.


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