A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (10), quatro mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão contra suspeitos de terem linchado Victor Martins Melo, no Parque da Cidade. O crime ocorreu no dia 26 de maio, no estacionamento 11, na região de uma festa eletrônica. As investigações foram coordenadas pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) e receberam o nome de ‘Operação Thanatus’.
Cerca de 20 pessoas participaram do linchamento. Elas estariam em uma festa chamada “Cala a boca e me beija”, organizada pelas redes sociais. O grupo acusou Victor de roubar o celular de uma jovem, agarrando-a por trás. A versão, no entanto, é rebatida por familiares do adolescente.
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Novo depoimento muda investigação de linchamento no Parque da Cidade
A partir do depoimento de uma nova testemunha, foi levantada a possibilidade de que o adolescente não tenha participado do crime e teria sido agredido por estar junto com os verdadeiros culpados. De acordo com o delegado-adjunto da 1ª DP, João Ataliba, a versão da adolescente vítima de roubo era inconsistente.
“Primeiro ela falou que foi roubada por duas pessoas e que o rapaz que morreu teria a segurado para o comparsa levar o celular. Depois, mudou a versão e disse que foi o próprio menino que levou o celular dela”, explica. Segundo o delegado, o adolescente não tinha antecedentes criminais e os familiares o definiam como “uma pessoa de bem e trabalhadora.
A testemunha afirmou que viu o adolescente e um colega passando por trás da menina. O colega teria subtraído o celular dela e fugido. Victor ficou e acabou segurado pela jovem e linchado por pessoas que estavam no local. “Nós constatamos que alguns colegas do menino tinham ido até aquela festa com a intenção de praticar furtos. Porém, não dá pra dizer se ele sabia disso ou não. Existe a possibilidade de ele também ter sido pego de surpresa com a atitude do colega”, esclarece Ataliba.