Tereza Neuberger
redacao@grupojbr.com
Uma onda de assaltos tem tirado o sossego dos moradores da região da Expansão do Setor O, em Ceilândia. De acordo com as vítimas, um homem de bicicleta se aproxima e anuncia o assalto, ele pede somente o celular, e sai rapidamente.
O criminoso se aproveita de locais com pouca movimentação e age em plena luz do dia, ao coagir suas vítimas ele faz uso de uma suposta arma de fogo e em outros casos já teria utilizado uma faca. De acordo com relatos que circulam nas redes sociais, o mesmo homem já fez inúmeras vítimas entre o período de Janeiro até o início de Fevereiro deste ano.
As mulheres são o alvo principal do criminoso, porém ele não poupou sequer um grupo de jovens adolescentes. As ações do assaltante foram flagradas por câmeras de segurança nas proximidades de onde o homem fez suas vítimas. Nas imagens às quais o Jornal de Brasília teve acesso, é possível ver que o criminoso segue um padrão, ele passa de bicicleta para observar o ambiente e em seguida volta e aborda a vítima, pega o aparelho telefônico e vai embora, tudo acontece de forma muito rápida.
De acordo com uma das vítimas do assaltante ele teria começado a agir na quadra 16 e depois teria partido para outras quadras. “Uma amiga minha foi assaltada na quadra 18”, acrescenta a assistente administrativa Diosiane, de 35 anos, que teve o celular roubado pelo homem, no início de Fevereiro ao voltar do trabalho, por volta das 19h na quadra 20 da Expansão do Setor O. “ Eu estava voltando do trabalho já na rua que eu moro, ele passou por mim de bicicleta, e foi quando ele voltou que ele me abordou com a arma e pediu meu celular”, conta Diosiane.
“Ele só queria o celular ele não queria minha bolsa”, explica a vítima do criminoso, que disse ainda que ele sacou a arma antes de se aproximar, ao abordá-la pediu o celular e começou a contar, segundo Diosiane, ela teria ficado nervosa e ele começou a ameaçá-la, até que ela finalmente entregou o aparelho ao assaltante.
A auxiliar de saúde bucal Stephanie, de 28 anos, foi outra vítima do mesmo assaltante, no dia 24 de Janeiro, em plena luz do dia, por volta das 15h30. Stephanie contou que morou no local por 28 anos, e nunca foi assaltada, essa teria sido a primeira vez. “ Ele passou por mim de bicicleta, viu que tinha gente na rua, ele viu que eu ia entrar na outra rua, e me fechou de frente”, conta Stephanie sobre o momento em que o homem se aproximou.” Ele anunciou o assalto, tirou a arma do bolso e colocou no meu rosto”, acrescentou a vítima que disse que em seguida ele pediu o celular e começou a contar.
O assaltante fez ainda outra vítima, logo pela manhã, por volta das 7h50, na quadra 18. A recepcionista Tatiane, estava indo para o trabalho quando foi abordada ainda na rua de sua casa. “Ele passou de bicicleta, depois voltou e me rendeu com a faca.”, conta Tatiane. A recepcionista contou ainda que ele disse, “passa o celular, anda!” , e continuou apontando a faca para ela enquanto procurava o celular na bolsa, ela entregou o aparelho celular e ele saiu. De acordo com a vítima falta policiamento na região, “ a polícia não passa muito por ali”, informou.
“Queremos pelo menos mais segurança. Poder andar em paz sem ter medo, sem perder nossos bens”, acrescentou a recepcionista que havia comprado o celular há apenas 15 dias. Tatiane contou ainda que após o assalto, o primeiro que já vivenciou, ficou traumatizada, “Sensação de sempre tá sendo perseguida. Medo de pessoas de bicicleta!”, explica a recepcionista.
Os moradores da região estão revoltados, são inúmeras as vítimas, com a descrição do assaltante de assalto de forma similar. Ele age sobre uma bicicleta, e faz uso de um boné preto com um detalhe branco. As vítimas registraram ocorrência na 24ª Delegacia de Polícia.
Em nota ao Jornal de Brasília, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ressaltou que “o policiamento é distribuído conforme a mancha criminal e para ela ser estabelecida é necessário o registro de ocorrência e acionamento da PMDF para verificar os fatos. Dessa forma, ordens de serviço são estabelecidas a fim de fortalecer o policiamento na região.”
A PMDF informou ainda que o policiamento é realizado de forma contínua e sistemática, sempre por escalas, não ficando, portanto, nenhum período do dia sem policiamento. “O comando da região se coloca à disposição dos moradores para ouvir suas dúvidas e sugestões.”, finalizou.