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Movimento social com estudantes da UnB faz doações de cestas básicas em Planaltina

No dia das crianças, jovens da militância estudantil doaram 25 cestas e 4 caixas de verduras e legumes para moradores carentes

Gabriel de Sousa
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No feriado de Dia das Crianças, que ocorreu nesta terça-feira (12), estudantes do Centro Acadêmico de Filosofia da Universidade de Brasília (CAFIL/UnB) e do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), distribuíram cestas básicas para moradores carentes de Planaltina. O grupo arrecadou R$ 1.350 para a compra dos produtos, que foram entregues a 25 famílias da cidade bicentenária durante um evento presencial.

Os organizadores, que também doaram recursos para estudantes de renda baixa e trabalhadores terceirizados da UnB, entregaram panfletos nas residências de famílias com vulnerabilidades econômicas do bairro do Arapoangas, o mais populoso de Planaltina, para poderem receber os alimentos. A cerimônia de entrega aconteceu às 17 horas desta terça (12), no centro velho da cidade, ao lado do Museu Histórico de Planaltina, patrimônio histórico do Distrito Federal.

De acordo com o jovem Edson Victor, de 23 anos, representante do Centro Acadêmico de Filosofia (CAFIL/UnB) e um dos organizadores da campanha solidária, os jovens brasilienses precisam promover eventos para garantir melhores condições para a sua comunidade. “É dever da juventude se organizar e lutar pela sua população necessitada”, afirmou.

O movimento social entregou, antes do início da doação de cestas básicas, um jornal com posicionamentos políticos que continham textos que abordavam a crise econômica brasileira. Uma das moradoras de Planaltina que recebeu os alimentos e que foi Sandra da Cruz, nascida em Itumbiara, no interior de Goiás, e que mora em Planaltina há meio século. Sandra afirma que o momento difícil do país faz com que organizações populares se tornem cada vez mais importantes na região.

Segundo ela, nas cinco décadas em que residiu na cidade, nunca havia visto um ato como o feito pelos jovens estudantes nesta terça-feira (12). “Para mim, está sendo uma novidade muito grande. Qualquer coisa que eu puder arrecadar, eu vou ajudar, porque há muita gente sem aluguel e desempregada por aqui”, disse Sandra.

De acordo com a Pesquisa Distrital de Amostra por Domicílios (PDAD) realizada no ano de 2018, 12,6% da população de Planaltina possui uma renda de até um salário mínimo. O mesmo documento mostra que 1 entre 4 moradores da região administrativa moram de aluguel.

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O estudante Bernardo Knierim explica que a atuação do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), um coletivo de militantes sociais, formado em grande parte por jovens, pode ajudar a diminuir essas estatísticas: “ Estamos focados em lutar pelo direito à moradia, para poder mudar a vida desses moradores”.

Segundo o Movimento, a próxima ação é a da criação de cursos populares destinados à educação de moradores carentes de Planaltina, com um foco especial voltado aos habitantes do bairro do Arapongas. A afirmativa deles, é que o fornecimento do conhecimento aos populares pode, através do conhecimento, fornecer melhores condições de vida a partir do conhecimento social e político.

Edson Victor, estudante de filosofia na Universidade de Brasília, diz que entregou panfletos informando sobre as doações solidárias na rua em que mora, localizada no Arapoangas, e em uma ocasião, uma residente não sabia ler e nem utilizar a internet, e foi auxiliada por Edson, e conseguiu receber a sua cesta básica. Engajado, ele explica que a leitura não é para si um privilégio na região em que mora, e que o aprendizado básico é um direito que deve ser conquistado por todos.

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