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Covid: Lista de espera de UTI do DF está zerada no momento

Sobre os casos no capital, Gustavo Rocha falou que o DF tem hoje pouco mais 8 mil infectados

Por Geovanna Bispo 03/05/2021 3h33
Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

Na tarde desta segunda-feira (03), os secretários da Casa Civil, Gustavo Rocha; e da Saúde, Osnei Okumoto, concederam uma entrevista coletiva, no Salão Branco do Palácio do Buriti, para atualizar as informações referentes as ações do GDF no combate à covid-19.

Gustavo Rocha afirmou que hoje o Distrito Federal está com 23 pessoas na lista de espera para leitos de UTI, porém, existem 34 vagas esperando serem limpos e liberados para as pessoas. Dessa forma, a fila estaria zerada. Vale lembrar que o DF já chegou a ter 331 pessoas esperando.

Rocha também explicou que a taxa de contaminação está em 0,87. Em um momento mais crítico da pandemia, o indicador chegou a marcar 1,38. Vale lembrar que o número deve ficar abaixo de 1.

Sobre os casos, o secretário falou que hoje temos pouco mais de 8 mil casos. Segundo ele, em momento mais crítico da pandemia, a capital chegou a ter 16 mil infectados.

Vacinas

O secretário da Casa Civil informou que hoje foram recebidas 60 mil doses de vacinas, onde 50 mil serão para pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos e as outras 10 serão para profissionais de saúde. “Apenas com a vacinação seremos capazes de sair dessa situação”, afirmou Gustavo Rocha.

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Dentro do primeiro grupo de comorbidades, a secretaria de Saúde considera pessoas com síndrome de down, pessoas fazem que hemodiálise, gestantes com comorbidades, deficientes e, recentemente inseridas, pessoas imunossuprimidas. O nicho começa a ser imunizado amanhã (04). O agendamento do grupo se iniciou hoje e serão inicialmente 10 mil vagas.

Segundo Okumoto, a secretaria estima que existam 399 mil pessoas com comorbidades no Distrito Federal. Atualmente, apenas 100 mil realizaram o cadastramento.

Astrazeneca

Sobre a vacina da Astrazeneca e o receio das pessoas sobre o imunizante relacionados à casos de problemas de coagulação, Okumoto explica que esses casos são atípicos no mundo e que, no Distrito Federal, não houveram nenhum caso. “Os efeitos colaterais mais comuns relacionados à Astrazeneca são febre, dor no corpo, mal estar e dor local, que geralmente não passa de 24 horas após a aplicação. Ainda assim, todas as vacinas autorizadas no Brasil são seguras.”

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Hospital de campanha

Segundos os secretários, o Hospital de Campanha do Gama deve passar pela última vistoria na quarta-feira (05) e abrir na sexta-feira (07). O hospital terá 100 leitos de UCIs para infectados com a covid-19 em estado grave.

A expectativa é que, por semana, pelo menos um hospital de campanha entre em funcionamento.

Greves dos Rodoviários

Também hoje, os rodoviários do Distrito Federal iniciaram uma greve pedindo para que fossem inclusos no plano de vacinação logo. Segundo Gustavo Rocha, uma reunião com a classe e o secretário da Saúde ocorreu na última sexta-feira (30), onde foi passado uma explicação e o cronograma de imunização. “É uma greve inoportuna. Essa greve não contribui para o DF.”, afirmou Rocha.

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Também nessa reunião, foi pedido para que, caso houvesse paralização, que fosse apenas de 60% da frota. Ainda assim, a greve parou com toda ela.

Toque de recolher

No início desta tarde, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), assinou um novo decreto que amplia o horário de funcionamento do comércio até às 23 horas. “Os shoppings poderão funcionar de 10h às 22h. O toque de recolher também fica reduzido, das 24h às 5h da manhã. Essas decisões passarão a valer hoje mesmo”, escreveu Ibaneis em publicação no Twitter.

Covid no DF

O Distrito Federal (DF) registrou, nas últimas 24 horas, 887 novos diagnósticos de covid-19. Desde o início da pandemia, 380.639 pessoas já foram infectadas na capital e 364.114 se recuperaram.

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As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (42.032), Plano Piloto (36.186) e Taguatinga (30.520).

Do total de 378.783 mil casos, 7.855 (2,1%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus. Do total de óbitos, 7.200 eram moradores do DF e 655 de outros estados.

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