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Hospitais iniciam força-tarefa de cirurgias eletivas

O secretário de Saúde, general Pafiadache, mostrou otimismo com o início do trabalho nesta área. “Teremos que fortalecer os hospitais”

Foto: Agência Brasil

Suspensas desde o início da pandemia, em março de 2020, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e o Hospital da Região Leste (HRL) voltaram a realizar neste mês as cirurgias eletivas na rede de saúde pública, de maneira a montar uma força-tarefa.

O secretário de Saúde, general Pafiadache, mostrou otimismo com o início do trabalho nesta área. “Teremos que fortalecer os hospitais. Não é só pensar em cirurgias eletivas, mas esta é uma área na qual temos que avançar. Queremos aumentar a capacidade cirúrgica dos nossos hospitais”, afirma.

HRL

Segundo a gerente de assistência cirúrgica do HRL, Suellen Vieira, a força-tarefa foi iniciada na primeira semana de setembro. “Ampliamos o número de cirurgias eletivas otimizando os recursos já existentes. Foram realizados remanejamentos na escala dos servidores, abertura de novos turnos cirúrgicos (noturno) e reaproveitamento do espaço físico”, informa.

Os procedimentos realizados no HRL são de média e alta complexidade e englobam cirurgias com anestesia local, como vasectomia e biópsias, cirurgias de hérnia, de vesícula, ortopédicas gerais e de coluna. “A programação é enxugar a lista de espera, que aumentou exponencialmente durante o período crítico da pandemia. A previsão é realizar 200 cirurgias no mês de setembro”, estima.

Suellen avalia que essa força-tarefa constitui marco importante, principalmente para os pacientes que estão aguardando na fila desde antes da pandemia. “Para nós, é sinônimo de empenho e compromisso com o usuário”, ressalta.

Em números, no período de 6 a 10 de setembro, o HRL fez 47 cirurgias eletivas dentro da força-tarefa, entre trauma e ortopédicas, coluna, mão e ginecologia.

Hran

Na quinta-feira (9), o Hospital Regional da Asa Norte iniciou o terceiro turno do centro cirúrgico para a força-tarefa das cirurgias eletivas. “Foram operados, nesse primeiro dia, três pacientes, que estavam na fila de espera de cirurgias da oftalmologia da Secretaria de Saúde. Essas cirurgias são reguladas pelo Complexo Regulador e contemplam pacientes de toda rede de saúde do DF”, destaca o superintendente da Região de Saúde Central, Pedro Zancanaro.

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Atualmente o Hran opera por semana aproximadamente 60 pacientes agendados e a expectativa, de acordo com o superintendente, é que haja um aumento de 10% no número de cirurgias eletivas, dependendo da disponibilidade de anestesistas e cirurgiões para o novo turno.

“A implantação do terceiro turno para cirurgias eletivas no Hran busca proporcionar mais agilidade nas cirurgias eletivas para os pacientes que aguardam nas filas de espera das especialidades operadas no Hran”, pontua.

Cenário

Um levantamento preliminar da Secretaria de Saúde aponta que a pasta fechou o mês de agosto com um acréscimo de 291 cirurgias eletivas executadas na rede de saúde, na comparação com o mês de julho deste ano.

No mês de julho, foram realizadas 1,5 mil cirurgias nas unidades de saúde do DF. Já no mês de agosto, sob a política de atender a demanda cirúrgica acumulada, a Secretaria de Saúde executou 1.791 procedimentos.

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A força-tarefa para aumentar a produção cirúrgica da rede teve início no mês passado e começou pelo Hospital Regional de Taguatinga (HRT), beneficiando quem aguarda há mais tempo por uma cirurgia no Sistema Único de Saúde do Distrito Federal.

As informações são da Secretaria de Saúde






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