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GDF e metroviários travam batalha; greve continua

Executivo acusa funcionários do metrô de fazerem greve política. O SindMetrô, por sua vez, conta que a paralisação apenas luta por direitos

Por Willian Matos 22/04/2021 7h34
Foto: Paulo Barros/Metrô-DF

O Governo do Distrito Federal e o Sindicato dos Metroviários (SindMetrô-DF) estão em pé de guerra. Enquanto o Executivo acusa o sindicato de fazer pressão política, o SindMetrô-DF acusa a Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) de retirar direitos dos funcionários.

Em nota, o SindMetrô diz que a greve se deu porque houve corte no auxílio alimentação e de outros direitos de funcionários, bem como o descumprimento de decisões judiciais e a quebra de negociações por parte do Metrô-DF. “A greve dos metroviários veio a acontecer, em meio a uma pandemia, não por vontade, mas por necessidade. [Os metroviários] já estão à beira de passar fome”, argumenta o sindicato.

O comunicado diz ainda que a greve “nunca foi política” e nem “contra a privatização”, mas sim “por salários e benefícios”. “O que o governador e a direção da empresa querem é desviar de onde vem a maior responsabilidade dessa greve acontecer, que é por conta de suas próprias mãos.”

À imprensa, o governador Ibaneis Rocha continua com a versão de que a greve é, sim, política. “Contra greve política não tem jeito, temos que trabalhar com os elementos da Justiça. Vamos para o Tribunal Superior do Trabalho (TST)”, disse.

Enquanto isso, a greve que iniciou-se na segunda-feira (19) perdura. O metrô circula com 15 dos 24 trens (60%) em horários de pico. Somado a isso, rodoviários da Auto Viação Marechal fazem paralisação desde quarta (21) por não terem recebido o adiantamento salarial que cai nas contas todo dia 20. Não há previsão para retorno de nenhuma das categorias.

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