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Em Busca de um Lar: João Miguel ainda espera

Pensando em João e em outras diversas crianças parecidas com ele, a VIJ-DF criou o programa Em Busca de um Lar

Foto: TJDF

Com 4 anos, João Miguel é uma criança que gosta de brincar, ouvir música e história, e que está a espera de uma família para adotá-lo. Mesmo estando dentro da faixa considerada como “fácil” para adoção, João continua sem um lar. Isso porque ele nasce com mielomeningocele, que já foi corrigida, e hidrocefalia, que lhe causou uma série de restrições físicas e cognitivas.

Pensando em João e em outras diversas crianças parecidas com ele, a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (VIJ-DF) criou o programa Em Busca de um Lar, que promove a busca ativa de famílias para aqueles que costumas ser preteridos no momento da adoção, como adolescentes, irmãos e os que possuem alguma deficiência ou problema de saúde.

Foto: TJDFT

Para isso, a vara utiliza das suas redes sociais para falar sobre essas crianças e adolescentes. Desde o início do projeto, em 2019, três dos seis jovens que participaram foram acolhidos.

Procura-se uma família para o João Miguel

As cuidadoras da instituição em que João Miguel está acolhido destacam aspectos da personalidade do menino. “Eu acho ele muito esperto. Presta atenção em tudo”, conta Rosa Albuquerque. Denise Rocha, outra cuidadora, lembra o lado afetuoso e participativo da criança: “Ele gosta de interagir com os cuidadores, dar beijinho, brincar de contar e de se esconder”.

Danyelle Miranda, enfermeira da mesma instituição, explica que João Miguel tem atrasos por conta de seu quadro de saúde, mas que tem se desenvolvido. “Ele tem uma característica muito interessante, que é de aprender e interagir com as pessoas”, relata Danyelle. A fisioterapeuta que o acompanha, Dayane Dias, explica que o quadro dele no momento é estável regular. “Ele está mantendo conquistas que teve ao longo dos seus 4 anos”, esclarece a profissional.

A cuidadora Denise Rocha acredita que a adoção pode levá-lo a quadros ainda melhores. “Acredito que ter uma família que dê muito carinho e amor é essencial para o desenvolvimento e os vínculos dele. Se ele for adotado, vai evoluir ainda mais”, defende a cuidadora.

Cássia Costa, coordenadora do Instituto do Carinho, conta que já tiveram a felicidade de acompanhar a adoção de crianças com deficiência na instituição. “É uma coisa indescritível! Mesmo que aqui demos todo o carinho, é diferente quando se tem uma família”, fala a coordenadora. Ela completa que o sonho dos profissionais da entidade é que todos os acolhidos tenham uma família: “O João Miguel, assim como todas as crianças e adolescentes, merece uma família para amá-lo e cuidar dele”.

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Conheça as outras crianças

As informações são do TJDFT








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