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Dia Internacional de Eliminação da Violência contra Mulher

Inauguração da Praça Irmãs Mirabal ocorre na data como símbolo da luta contra o feminicídio

Foto: Tereza Neuberger/ Jornal de Brasília

Por Tereza Neuberger
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O dia 25 de novembro é marcado por ser o Dia Internacional de Eliminação da Violência contra a Mulher. A data foi escolhida para homenagear as irmãs Mirabal: Pátria, Minerva e Maria Teresa. As irmãs dominicanas ficaram conhecidas como Las Mariposas, e se opuseram à ditadura de Rafael Leónidas Trujillo sendo brutalmente assassinadas em 25 de novembro de 1960, e acabaram por se tornar um símbolo da luta contra violência da mulher.

É nesta data que também ocorrerá a Inauguração da Praça Irmãs Mirabal na Embaixada da República Dominicana. O evento é uma iniciativa do corpo diplomático dominicano e conta com a parceria do Instituto Virada Feminina.

A presidente Nacional do Instituto Virada Feminina, Marta Livia Suplicy ressalta a importância da homenagem: “Todos os dias, no Brasil, milhares de Minervas, Pátrias e Marias Tereza são mortas, vítimas da violência de gênero. Precisamos nos unir para combater a violência, que se transformou em epidemia em todo o mundo”.

A embaixadora da República Dominicana, Patrícia Villegas de Jorge destaca que a praça coloca, traz à tona permanentemente a pauta contra a violência da mulher. “A construção da praça contou com apoio de instituições dominicanas e brasileiras. Também faz parte do 110º aniversário das relações diplomáticas entre República Dominicana e Brasil. E vale salientar que abraçamos o Projeto Adote uma Praça, do Governo do Distrito Federal. Então, a Praça Irmãs Mirabal representa muito para todos nós que estamos nesta luta contra a violência da mulher”, ressalta a diplomata.

O Instituto Virada Feminina tem sede em São Paulo, e ações por todo Brasil. Atualmente o instituto coordena a campanha, 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres,que teve início no dia 21 de novembro e segue até o dia 10 de dezembro.

A mostra propõe uma mobilização nacional entre mulheres trazendo como tema “Feminicídio: um crime contra a equidade”, e pode ser vista no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, durante o período da campanha. Sendo composta por banners, que destacam casos emblemáticos do País, histórias impactantes das vítimas, com a inclusão de mensagens das personagens diante da vida ou dos últimos minutos de suas existências.

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“A violência contra as mulheres é uma violação aos Direitos Humanos e atinge toda a sociedade. É importante que a população compreenda esse dever público. De igual forma, o Estado também deve concretizar políticas em todas as esferas de Poder para alcance da equidade”, considera a presidente do instituto.

A presidente nacional do Instituto Virada Feminina informa que, durante o evento de inauguração da praça Mirabel, serão distribuídos bottons e outros acessórios, em forma de mariposas, o símbolo da luta contra a violência feminina,

“A mariposa significa a transformação, a libertação e são usadas neste sentido, de libertar a mulher do medo da violência de gênero. Por isso, as irmãs Mirabal se inspiraram nas mariposas.”, destaca Marta Lívia.

A Virada Feminina tem representação regional em 15 Unidades Federativas – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Alagoas, Ceará, Bahia, Amazonas e Amapá.

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Irmãs Mirabal

As irmãs dominicanas ficaram conhecidas como Las Mariposas, e se opuseram à ditadura de Rafael Leónidas Trujillo. Com objetivo de calar a voz das três irmãs, o então presidente Trujillo planejou matá-las, de forma cruel. Ele as libertou da cadeia para, em seguida, simular um acidente de carro. Os corpos foram encontrados no fundo de um precipício, estranguladas e com ossos quebrados. A notícia da morte das irmãs Mirabal provocou uma grande comoção popular.

O ditador foi assassinado seis meses mais tarde e, com ele, caiu a ditadura. A partir de então, teve início o processo de libertação do povo dominicano e de respeito aos direitos humanos, com reflexos para a América Latina e o mundo. O triplo homicídio não foi capaz de matar as ideias de Minerva, Pátria e Maria Tereza e até hoje reverberam na luta contra a violência feminina em todas as modalidades, psicológica, patrimonial, sexual, moral, física, política e institucional.








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