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Déficit de enfermeiros leva Hospital de Santa Maria a pedir bloqueio de leitos infantis

Sendo este o segundo pedido de bloqueio, o primeiro, feito em maio, teve o mesmo motivo para ser solicitado

Serviços do Hospital Regional de Santa Maria já funcionam normalmente | Foto: Davidyson Damasceno/Agência Saúde

O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) pediu, pela segunda vez neste ano, o bloqueio de leitos da Unidade de Cuidados Prolongados (UCP) Pediátricos por enfermeiros que possam suprir a demanda. Um memorando, enviado para o Núcleo de Enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (NUEUT), mostra que o déficit passa de centenas de horas semanais.

Sendo este o segundo pedido de bloqueio, o primeiro, feito em maio, teve o mesmo motivo para ser solicitado. O hospital constatou não ser possível suprir as necessidade de 25 unidades com o número de funcionários disponíveis. Na época, a instituição justificou que vários funcionários foram desligados e que outros estariam de licença, a solicitação foi de que pelo menos sete vagas precisavam ser fechadas.

A UCP, onde o fechamento de leitos foi solicitado, é uma unidade para crianças de 0 a 14 anos, com média complexidade e atende doenças crônicas complexas, pacientes dependentes de equipamentos. Algumas doenças são a encefalopatia (conhecida como paralisia cerebral), doenças pulmonares crônicas e síndromes genéticas.

O pedido feito em maio não foi respondido, sendo assim, o NUEUT pediu novamente o bloqueio dos leitos. Na época, o déficit era de 171 horas semanais. Porém, a dificuldade era atender toda a Unidade de Internação Pediátrica, que além da UCP, inclui a própria Unidade de Pediatria.

O documento deixava claro que falta de enfermeiros estava “prejudicando a assistência aos pacientes, colocando pacientes e profissionais em riscos”. O reenvio do pedido, em julho, não teve resposta e, mais uma vez, um novo pedido foi enviado nesta terça-feira, 28/9.

Confira a lista dos problemas da unidade:

  • 150h por semana de ausência de enfermeiros especialistas na área;
  • inexistência de enfermeira rotineira no setor;
  • 629h por semana de ausência de técnicos em enfermagem.
  • O documento não informa quais leitos devem ser fechados, mas ressalta que a reabertura só é possível com novas contratações

O Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pelo HRSM, não deu, até momento, qualquer informação de resposta a solicitação do hospital ou informou de que forma irá contornar a situação.

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