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Defesa Civil: ações preventivas contra as chuvas de verão

O Plano de Contingência para o Período Chuvoso 2021/2022 mapeou as áreas de riscos de forma que sejam priorizadas ações preventivas

Foto: Por Tereza Neuberger/ Jornal de Brasília

Luciana Costa
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De novembro a março, o DF enfrenta o período mais crítico: a previsão do volume de chuvas é intermediário, isto é, sinal de alerta sem perigo iminente, em Brasília comparado ao restante do país. Elaborado pela Defesa Civil do DF, o Plano de Contingência para o Período Chuvoso 2021/2022 traz informações sobre as possíveis ocorrências relacionadas às chuvas e ações cooperativas entre órgãos em situações de risco para a população.

O documento serve como um guia na gestão de riscos de desastres ao apresentar um conjunto de medidas preestabelecidas destinadas a responder à situação de emergência, em ação integrada entre todos que compõem o Sistema de Proteção e Defesa Civil do Distrito Federal (SIPDEC) para responder a emergências causadas por chuvas intensas.

No Plano de Contingência, é especificado quais são as atribuições e competências de cada órgão participante, dentre eles o corpo de bombeiros e secretarias relacionadas, com as ações cooperativas de interoperabilidade em cenários de perigo, com chuvas intensas, excessivas e tempestades de granizo com rajadas de vento.

José Humberto, da Secretaria de Governo do Distrito Federal, apontou a importância desta ação do GDF em antecipar os possíveis danos causados pela chuva. “Queremos crer que com a nossa atuação, com todas forças de operação, os trabalhos de vigilância e com cuidado pela cidade, nós teremos menos transtornos durante esta temporada de chuva”, imagina o secretário.

Riscos e Avisos

O Plano de Contingência mapeou as áreas de riscos de forma que sejam priorizadas ações preventivas nos pontos sensíveis no DF. Das 33 Regiões Administrativas, a Defesa Civil apontou 6 áreas sensíveis: Vila Cauhy, Arniqueiras, Sol Nascente, Vicente Pires, Samambaia e Santa Luzia.

Já houve incidentes nas localidades citadas na temporada de chuvas 2020/2021, como erosões em Arniqueiras, Sol Nascentes e Vicente Pires; problemas de drenagem pluvial na Asa Norte e Santa Luiza, etc. De acordo com o órgão, o monitoramento das áreas de risco é constante e informa que os riscos esperados pelas equipes são: enchentes e alagamentos, deslizamentos de terra, erosões do solo, enxurradas nas cidades, ventos fortes, destelhamento de casas e proliferação de doenças.

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O coordenador de operações da Defesa Civil relatou os próximos passos: remoção das famílias em áreas de risco. “Fizemos o mapeamento das famílias, que moram em áreas inundáveis para que possamos retirar as famílias e seus pertences de forma segura. O cadastramento das famílias foi realizado, assim como as áreas de preservação permanente e será entregue à Codhab”, informou o Tenente-Coronel Rossano Bohnert

Uma das medidas protetivas, definidas com base nas previsões do Inmet, são os exercícios de simulação. O primeiro acontecerá no próximo mês na Vila Cauhy, porém a Defesa Civil não confirmou data e local exato.

Em relação à drenagem das ‘bocas de lobo’, o representante da Secretaria de Obras e de Infraestrutura afirmou que está trabalhando há 6 meses para “desentupir as bocas de lobo da cidade, por exemplo, há cerca de duas semanas, foram retiradas doze toneladas de lixo na rodoviária”. Ele reforçou que a população deve contribuir para haver poluição da cidade.

Serviços de Emergência

A Defesa Civil relembra a importância dos contatos 193, 190 ou 199 para chamadas de emergências, ao ligar para o número certo, o socorro chega com rapidez no local. Além disso, reforçou o uso do canal de alertas nos períodos de chuva e de estiagem via SMS, TV por assinatura e Google. Para receber os alertas, basta enviar o CEP para o número 40199 por SMS.

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