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Caso Lázaro: vestígios de rituais revelam possível iniciação do assassino

Parede com grande quantidade de vestígios de velas que foram acessas em supostos rituais de “magia negra” é encontrada

Enquanto há dez dias Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, está sendo caçado por uma Força Tarefa com quase 400 homens das forças especiais de segurança, policiais fortemente armados e bem treinados, por outro lado, vestígios descobertos na fuga vem chamando a atenção e demonstram sinais de que o assassino tinha conhecimento também de iniciações ritualísticas, que, para quem acredita, pode está sendo usada na fuga.

Primeiro, foi a morte de Cleonice Marques de Andrade, 43 anos, que teria ocorrido em um ritual satânico. A polícia encontrou mechas de cabelo e uma orelha arrancada próximo ao córrego onde a vítima foi encontrada no último sábado (12), entre a DF-180 e a BR-070.

Como revelado pelo Jornal de Brasília, imagens obtidas pelos investigadores mostram altares com cachaça e dinheiro ao redor, cumbucas de barro e pichações nas paredes — uma delas escrita “Satan”. Este cômodo seria da casa onde a mãe de Lázaro morava, na região de Girassol-GO, próximo de onde o fugitivo está escondido.

Agora, na fazenda onde a mãe e o padrasto do assassino trabalhavam foi encontrado no chiqueiro vestígios na parede de uma grande quantidade de velas que foram acessas em supostos rituais de “magia negra”.

Fica claro na imagem a fuligem marcando a parede, na qual pode se perceber da esquerda para a direita que duas velas foram acesas, logo em seguida vem um espaço sem queimadura, o que supostamente poderia ser o lugar de uma imagem. Seguindo a fotografia, pode-se contar mais dez vestígios de velas e outra vez um espaço sem queimaduras. Logo adiante se conta mais sete queimas.

A descoberta chocou o dono da propriedade, uma fazenda em Girassol, distrito de Cocalzinho de Goiás-GO, onde Lázaro já trabalhou com a mãe e o padrasto, Wesley Lacerda. Wesley lembra a reportagem que a mãe e o padrasto do fugitivo, conhecidos como Eva e Leín, eram os responsáveis por cuidar de sua fazenda.

Eles trabalharam na propriedade entre 2017 e 2020 e Lázaro os ajudava em 2018, antes de ser preso — e fugir meses depois. Em 2020, os pais decidiram voltar para a Bahia, mas retornaram neste ano e ficaram até a última quarta-feira (9), data da chacina no Incra 9, quando regressaram às terras baianas com medo de represálias.

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Durante entrevista para o Jornal de Brasília, Wesley afirmou que Lazaro “era uma pessoa comum, sem traços de agressividade. Pelo contrário, era uma pessoa tranquila de se dar. Recebia ordens, não questionava, cumpria”, explica. A mãe e o padrasto também trabalhavam bem e não demonstravam má conduta, segundo ele.

Iniciado

Diante das evidências, já se sabe que Lázaro, mesmo se enveredando pelo caminho de assassinatos, estupros e crimes hediondos, também teve ensinamentos e iniciações feitas. Lázaro também estaria andando com uma espécie de livro, que os investigadores consideram ser “místico”. Isso lhe garantiria “proteção espiritual”. Também há a hipótese de que o fugitivo participaria de uma “seita’. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás, no entanto, não confirma a informação.

Especialista em religiões de matiz africana ouvido pela reportagem na condição de anonimato afirma que os “assentamentos” feitos pelo criminoso nada tem a ver com religiões de ancestralidade africanas como Umbanda e Candomblé.

Tanto o Candomblé quanto a Umbanda tem como primícias básicas o amor e o respeito pela natureza e as criaturas. Fora disso, não pode ser chamado e muito menos discriminado como parte dessas religiões.

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“Exu é guardião, mensageiro, conhecedor e dono dos caminhos, executor da Justiça e não devemos de maneira alguma relacionar a entidade a qualquer barbárie cometida pelas pessoas.”






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