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Caso Lázaro: caça ao assassino chega ao 10º dia

No fim da tarde de ontem (dia 17), o centro de comando foi informado de que Lázaro foi avistado em um matagal às margens da BR-070, próximo à cidade onde está instalada a base de comando

Foto: Reprodução

Mateus Souza
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As procuras por Lázaro Barbosa, de 32 anos, chegam ao 10º dia. A força-tarefa responsável pela operação é composta por mais de 200 policiais e está sediada no distrito de Girassol, em Cocalzinho-GO, cidade interiorana onde reside o pai de Lázaro. Na noite de ontem (dia 17), o secretário de Segurança de Goiás, Rodney Miranda, informou que o procurado foi visto três vezes por testemunhas. O momento de maior movimentação ocorreu por volta das 16:30, quando a equipe de policiais chegou a trocar tiros com Lázaro.

“A área é muito grande, ele conhece muito bem, ele é mateiro […] mas está cansado e está acuado. Cansado e acuado, ele fica mais perigoso, mas fica mais suscetível à nossa chegada”, informou o secretário.

No fim da tarde de ontem (dia 17), o centro de comando foi informado de que Lázaro foi avistado em um matagal às margens da BR-070, próximo à cidade onde está instalada a base de comando. Na ocasião, policiais civis e militares, viaturas e três helicópteros se mobilizaram, e alguns agentes trocaram tiros com o suspeito.

Segundo o secretário, o policiamento com cães conseguiu farejar o suspeito até uma área de depressão, possivelmente circundada por água, onde Lázaro se entranhou. Na região, os cães também farejaram um torniquete (dispositivo de contenção de hemorragias) sujo de sangue.

Ainda na quinta-feira (17), Rodney Miranda informou que a força-tarefa será reforçada por 20 agentes da Força Nacional de Segurança. Segundo ele, a oferta veio do Ministro da Justiça e Segurança Pública, o delegado Anderson Torres.

Na quarta-feira (16), os agentes também tiveram indícios de que Lázaro estava ferido. Na ocasião, policiais encontraram uma camisa com sangue próximo a Cocalzinho de Goiás-GO, mas não havia certeza de que o objeto pertencia ao assassino.

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Integrantes da força-tarefa relataram ter encontrado uma vela com o nome de Lázaro nas proximidades. Os policiais também suspeitam que Lázaro tenha invadido uma fazenda nos últimos dias e roubado suprimentos.

Lázaro é suspeito de ter matado ao menos sete pessoas, desde 2007. Além disso, desde que assassinou uma família no Incra 9 (ceilândia), em 9 de junho, ele tem invadido e incendiado propriedades, ameaçado moradores e feito reféns. Na terça-feira (16), Lázaro teve a primeira troca de tiros com a polícia, desde o início da operação.

Ele havia feito três pessoas de uma mesma família de reféns. As vítimas foram desvencilhadas do suspeito, mas, durante o confronto, um policial foi atingido de raspão e foi transportado de helicóptero até o hospital. O estado de saúde dele era estável.

Com medo do assassino, muitos moradores de Girassol deixaram o município.

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Antecedentes

Nos últimos dias, pessoas que tiveram algum tipo de ligação com Lázaro no passado têm surgido e reafirmado os antecedentes criminais do homem. Uma mulher disse que, em 2019, quando tinha 19 anos, Lázaro e o irmão abusaram sexualmente dela.

“Eles estavam vigiando a nossa família tinha uns 15 dias, o Lázaro e o Deusdete. Eles invadiram a nossa chácara umas duas horas da manhã, se não me engano num domingo. Com arma, faca, muita violência. Muito cruéis. Creio serem torturadores natos, agiam há muito tempo. O Deusdete bem mais violento que o Lázaro na época. Subjugava a gente o tempo todo. Batia. Pediu para tirar a roupa, prendeu a gente no banheiro. E simplesmente eles me escolheram, me sequestraram, me levaram para o córrego, para o mato. E lá me violentaram, me xingaram, me bateram com a arma. Muito bárbaros. Não era para estarem soltos”, contou.






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