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Caso de vizinho que matou pai e filho vai a julgamento nesta quarta (20)

A denuncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) foi protocolada no dia 19 do mesmo mês

Local do crime. Foto: Arquivo Pessoal

O caso do assassinato de Anderson Ferreira de Aguiar e Rafael Macedo de Aguiar, que deixou o Distrito Federal horrorizado, irá a julgamento nesta quarta-feira, 20. As vítimas eram pai e filho, os dois foram mortos a tiros no dia 8 de dezembro de 2017, por Roney Ramalho Sereno em um condomínio do Jardim Botânico, localizado em Brasília. A denuncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) foi protocolada no dia 19 do mesmo mês.

A denuncia afirmava que os homicídios eram duplamente qualificados, pois Roney, que era segurança do Ministério Público Federal, teria agido dessa forma por uma briga entre vizinhos, o que qualifica motivo torpe. Outro argumento foi que, devido à forma de agir de Roney, as vítimas ficaram sem defesa, visto que foram atacadas quando entravam no carro para sair de casa.

O crime

Na época, os vizinhos detalharam um pouco mais da relação dos dois. Segundo relatos, eles se desentendiam desde 2014. O motivo eram “invasões” na área das casas e na privacidade de cada um. Como estacionar o carro na frente do lote do outro ou deixar a câmera de segurança virada para a casa do vizinho. Até as lixeiras das casas eram motivos para briga. Roney teria dado ao menos sete tiros contra pai e filho, segundo a Polícia Civil.

Anderson de Aguiar também era servidor público, só que na área de Finanças da Presidência da República. O ex-presidente Michel Temer chegou a publicar, na época, um tweet de repúdio contra o crime. Na mensagem, Temer disse que a “justiça será feita”.

“Falei hoje com o João, filho do nosso servidor Anderson Ferreira de Aguiar e irmão do Rafael Macedo de Aguiar, barbaramente assassinados em Brasília. Transmiti à família minha solidariedade e a certeza de que a Justiça será feita. Anderson era um servidor exemplar.”, disse Temer, na época do assassinato.

Anderson tinha mais três filhos e morava com a mulher. Um deles chegou a tentar oferecer ajuda ao irmão. Rafael, no entanto, acabou morto com 21 anos.

O filho contou que a ameaça já era eminente, visto que o pai já tinha sido ameaçado outras vezes e chegou a registrar ocorrência contra o assassino. Ele afirmou que Roney colocou um envelope com uma carta e uma munição na caixa de correspondência da família.

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A viúva Ana Karina de Macêdo Matos de Aguiar, afirmou que o crime “foi premeditado”. Além das denuncias feitas pelo crime, Roney foi denunciado pelo Ministério Público pelas ameaças de morte à mulher e ao filho de Anderson. Se condenado, pode pegar até 60 anos de prisão.

A prisão

Roney tentou fugir depois de atirar contra pai e filho, mas foi impedido por vizinhos e seguranças do condomínio. Depois, ele tentou escapar pelos fundos da casa, mas foi pego em flagrante.

O homem era membro da Federação Brasiliense de Tiro Esportivo. Em sua casa, foram encontrados um revólver, uma espingarda, um projétil e cerca de 30 mil projéteis.

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