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Ano letivo no DF começa em 14 de fevereiro e vai até 23 de dezembro

De acordo com a Secretaria de Educação, as aulas continuarão sendo realizadas de forma 100% presencial e com a obrigatoriedade das máscaras

Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Por Gabriel de Sousa
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De acordo com o calendário divulgado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) nesta segunda-feira (6), as aulas do ano letivo de 2022 começarão no dia 14 de fevereiro, e irão até o dia 23 de dezembro. O documento foi elaborado de acordo com as premissas impostas por lei, que prevê 200 dias letivos obrigatórios.

O calendário estabelece que as férias coletivas de estudantes, professores e servidores se iniciem no dia 7 de janeiro e se encerrem no dia 5 de fevereiro de 2022. Logo após, entre os dias 7 e 11 de fevereiro, acontecerá a semana pedagógica, para preparar o início das realização das aulas nas escolas públicas do Distrito Federal.

Haverá também um recesso no meio do ano, entre os dias 12 e 28 de julho. Segundo consta no documento, as provas que irão avaliar a qualidade das aulas do ensino básico distrital acontecerão nas datas de 8 e 9 de novembro de 2022.

Um ano letivo à moda antiga

Será a primeira vez desde o início da pandemia de covid-19 em que um ano letivo será realizado de forma 100% presencial, sem a existência de atividades remotas, a presencialidade total está em vigência desde o dia 3 de novembro, após um decreto do Governo do Distrito Federal (GDF).

Em uma nota para o Jornal de Brasília, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) informou que “a priori”, as aulas acontecerão somente com o modelo presencial. Além disso, as máscaras continuarão tendo o uso obrigatório em todas as instituições da rede de ensino da capital federal, apesar do andamento da campanha de vacinação até fevereiro de 2022.

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A pasta informou também, que as novidades sobre o próximo ano letivo de 2022 serão divulgadas nos próximos dias, fazendo parte de um documento chamado “Estratégia de Matrícula”. Uma das mudanças já divulgadas, é o estabelecimento da Língua Espanhola como obrigatória e a adoção do Novo Ensino Médio (NEM) nas bases curriculares.

Pais de estudantes dividem opiniões sobre modelo 100% presencial durante a pandemia

Após quase dois anos de aulas sendo realizadas de forma remota, ou semipresencial durante a pandemia de covid-19, muitos pais de estudantes possuem divergências de opiniões sobre a adoção do tradicional sistema presencial. Antes da pandemia, não existia a discussão entre estudar na escola ou estudar em casa na rede de ensino pública do Distrito Federal, com a doença, o tema é motivo de desconfianças e pensamentos divergentes entre os populares.

Pai de uma aula de sete anos da Escola Classe Paraná, em Planaltina, instituição que oferece cursos de Ensino Fundamental I, Jefferson Barbosa, um operário de 34 anos, é favorável ao ano letivo inteiramente presencial na rede pública do Distrito Federal. “Com todo mundo levando vacina, a gente se sente mais seguro. Não é como lá no início, quando todo mundo tinha chance de pegar e acabar morrendo”, observa.

Para o operário, a campanha de vacinação no Distrito Federal é o principal motivador da sua confiança em deixar a sua filha na escola, junto com centenas de outras crianças e adultos, apesar da pequena não ter sido imunizada por conta da sua pouca idade. “Lá tem álcool em gel e eles devem usar máscaras. As professoras são muito boas na segurança. Na minha casa, todo mundo, menos ela, tem a segunda dose, isso tranquiliza mais”, afirma.

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Já no ensino médio, os alunos passaram os últimos anos se preparando para a sua formação escolar nos seus celulares e computadores. Os estudantes começaram o ano letivo de 2020 de forma normal, indo para as suas escolas, porém, no dia 11 de março, devido ao início da propagação do coronavírus entre a população, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decidiu suspender as aulas presenciais. A medida durou 530 dias, tendo fim somente no dia 23 de agosto, com o início das aulas no modelo híbrido no ensino médio.

Apesar de quase quatro meses de aulas realizadas nas instituições de ensino, há pais que ainda não se sentem seguros em deixar seus filhos irem para as suas escolas durante a pandemia. Uma delas é Nilce da Silva, vendedora de 41 anos, e mãe de uma estudante do segundo ano do ensino médio do Centro de Ensino Médio 01 de Planaltina.

De acordo com a vendedora, que alega ter se infectado com o covid-19 em duas oportunidades, os riscos ainda estão presentes. De acordo com ela, a filha, que já recebeu as duas doses da vacina contra o coronavírus, poderia continuar a ser educada de forma virtual, até o fim da pandemia de covid-19. “Ainda tem muita gente morrendo e indo pro hospital que é do lado da escola. Não achei que era hora de voltar presencialmente em agosto, e não acho até hoje que deveria ser assim”, afirma a mãe.

A vendedora observa que acha o Centro de Ensino Médio 01 de Planaltina “muito arrumado e seguro para os alunos”, mas diz que na porta da escola e na Rodoviária de Planaltina, onde a filha diarimanete frequenta, há muita presença de algomerações, assim como nos transportes coletivos em que a adolescente usa para se transportar até a casa da família.

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Sua filha, já recebeu as duas doses da vacina contra o coronavírus, assim como ela e o seu esposo, os únicos moradores da sua residência no Setor Habitacional Arapoangas, há três quilômetros da escola. Para Nilce, a vacinação de todos na casa é um fator que a tranquiliza, mas ela diz que o imunizante não impede as pessoas de ficarem doentes. “Mesmo vacinada eu me infectei uma vez e passei muito mal, fiquei dias deitada com falta de ar. Eu não quero isso pra minha filha, e a escola é o lugar onde tem muita aglomeração.”, diz a moradora.








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