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Em alusão ao Agosto Dourado, voltado para a conscientização e o incentivo à amamentação, a Maternidade Brasília, da rede Diagnósticos da América S.A (Dasa), instalou na Estação Central do Metrô-DF uma cabine exclusiva para que mulheres possam amamentar seus filhos com segurança e privacidade. “Não importa o lugar, é hora de amamentar” é o lema da campanha que seguirá até o dia 25 de agosto, das 8h às 12h e das 15h às 19h.
De acordo com Juliana Sobral, pediatra da Maternidade Brasília, a iniciativa de conscientização está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) por promover o bem-estar das crianças. É necessário, segundo ela, criar uma rede de apoio às mães lactantes.
“O foco é a redução das desigualdades relacionadas ao apoio à amamentação. Como o aleitamento materno é sob livre demanda, para amamentar não tem hora e nem lugar. Com isso, a Maternidade Brasília, da Dasa, pensou em criar um espaço público adequado para que as mulheres possam alimentar seus filhos tranquilamente”, afirmou.
Para a pediatra, a sociedade ainda trata do assunto de forma velada, sem discutir e difundir amplamente a importância do tema como deveria. Juliana destaca que ainda há preconceito e mitos sobre a amamentação. “A falta de rede de apoio às lactantes e as facilidades proporcionadas pela indústria das fórmulas infantis e bicos artificiais não contribuem para o aleitamento materno”, afirmou a pediatra.
“Para diminuir isso, as campanhas de conscientização feitas ao longo do ano e, principalmente no Agosto Dourado, visam a orientação da população sobre a importância do leite materno, alimento padrão ouro e insubstituível. A amamentação é o único fator que, isoladamente, pode reduzir em até 13% a mortalidade infantil por causas evitáveis”, pontuou.
Entre os impactos da amamentação correta, ela lista a diminuição da mortalidade infantil, a redução da taxa de obesidade na infância, a redução de diarreia e de infecções de vias respiratórias, e a redução de internação hospitalar, para citar alguns. “Para as mães ainda temos proteção contra câncer de mama e ginecológico e redução de hemorragia pós-parto e depressão pós parto”, finalizou.
Bancos de leite no DF
A fim de auxiliar mães com dificuldades para a amamentação, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) possui Bancos de Leite Humano para promover a distribuição do leite materno no DF, visando a redução da mortalidade infantil e a melhoria da qualidade de vida infantil. A pasta possui Postos de Coleta de Leite Humano (BLH/PCLH), que fazem a coleta, o processamento e a distribuição do leite humano.
Na última semana, a ONU realizou a World Breastfeeding Week (Semana de Amamentação Global, em português) para homenagear as mães que amamentam pela jornada que enfrentam e ainda ressaltar a importância do suporte da família, da comunidade e dos trabalhadores da saúde neste período. A ação comemorativa acontece toda primeira semana do mês de agosto, dos dias 1º ao 7. O tema para este ano é “Fechando as lacunas: Apoio à amamentação para todos”.
De acordo com a SES/DF, a rede da capital é considerada a mais bem equipada do país, de acordo com o relatório da Rede Brasileira de Banco de Leite. O Brasil é um dos países referência para este tipo de atendimento à população.
SAIBA MAIS
Para quem quiser doar leite materno e fortalecer o banco de Brasília, basta acessar o site www.amamentabrasilia.saude.df.gov.br. O portal reúne informações relevantes sobre os requisitos e como se voluntariar para a doação.
O DF possui 15 Postos de Coleta de Leite Humano espalhados nos Hospitais Regional das cidades de Ceilândia, Asa Norte, Brazlândia, Paranoá, Planaltina, Santa Maria, Sobradinho, Taguatinga, Gama, Samambaia, São Sebastião e Riacho Fundo I.
Além deles, há coleta também no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), no Hospital da Universidade de Brasília (HUB) e no Hospital das Forças Armadas (HFA).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os bebês se alimentem exclusivamente com o leite materno nos primeiros seis meses de vida.
Após os seis meses, a introdução de alimentação complementar saudável deve caminhar juntamente com a amamentação até os dois anos de idade ou mais.