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Moradores de Ceilândia reclamam de falta de estrutura em paradas de ônibus na região

Os dados da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) informam que na região administrativa existem 325 abrigos de passageiros, e que neste ano já foram realizadas manutenções em 200 pontos

Redação Jornal de Brasília

14/08/2024 18h48

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Foto: Camila Coimbra / Jornal de Brasília

Por Camila Coimbra
redacao@grupojbr.com

Os moradores da Ceilândia que dependem do transporte público para se locomover são os mais afetados pela falta de estrutura dos pontos de ônibus da região. Grande parte das paradas está depredada, seja pela falta de teto para proteção contra o sol e a chuva, ou pela falta de bancos, deixando os passageiros sem ter onde esperar sentados.

Os dados da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) informam que na região administrativa existem 325 abrigos de passageiros, e que neste ano já foram realizadas manutenções em 200 pontos.

O Jornal de Brasília percorreu as ruas da Ceilândia e observou que entre a Ceilândia Norte/QNN e a Ceilândia Sul estão as áreas mais afetadas pela ausência de boas estruturas nas estações.

Ester Silva, de 24 anos, é monitora e reside na Ceilândia há pouco tempo, em torno de quatro meses. Nesse período, ela relata como é embarcar nos ônibus que seguem pela VIA N2 na Ceilândia Norte: “A maioria dos pontos não tem teto para proteção, mas o que me incomoda é a falta de iluminação nas paradas. Fico insegura esperando aqui quando preciso trabalhar à noite”.

Moradora da Ceilândia desde 1982, Maria das Dores, de 64 anos, relata o que tem acontecido perto da sua casa, na parte sul da cidade: “Implantaram pontos de ônibus com vidros na Cei Sul e, dias depois, estava tudo quebrado. Aqui na QNN é pior ainda; tem um banco que cabe quatro pessoas, e, com a parada lotada, todos ficam em pé, além de quase nenhum ponto ter telhado”, ressalta.

Em nota, a Semob esclarece que os abrigos de metal na região estão sendo depredados frequentemente devido ao furto da estrutura. A empresa JC Decaux, responsável pelas paradas de metal, é acionada constantemente para fazer reparos nos equipamentos.

A Semob destaca ainda que, devido aos atos de vandalismo em algumas regiões, os abrigos de metal estão sendo substituídos por abrigos de concreto.

Em caso de presenciar atos de depredação, a população pode denunciar à Polícia ou por meio da Ouvidoria, no 162 ou no site Participa-DF.

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