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65% das lideranças da CAPESESP são mulheres

Também em 2019, 25% das mulheres entre 25 e 34 anos tinham nível superior completo contra os 18,3% dos homens

Por Geovanna Bispo 12/05/2021 5h51
Teletrabalho, home office ou trabalho remoto.

Em 2019, apenas 37% dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Indo ao contrário desse dado, em levantamento realizado no primeiro trimestre de 2021, a Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde (CAPESESP) apontou que 65% cargos de liderança da empresa. 

A diretora de previdência, Dra. Juliana Busch, conta que se sente feliz por compor esse número. “Eu sou uma privilegiada dentro dos 37%, mas consciente da minha capacidade para ocupar o cargo independente do gênero.Nós sabemos que existem muitas mulheres capacitadas no mercado, mas que, infelizmente, não encontram um local para ocupar esses cargos.”

Daniela Lambertini, diretora de administração da empresa, conta que começou como auxiliar e, ao longo de 20 anos, conquistou seu espaço até chegar ao cargo de diretora, há quatro anos. “Nos últimos 10 anos, o montante feminino em cargos de chefia ultrapassou o masculino”, diz Lambertini.

As mudanças legislativas passaram a proporcionar mais direitos às mulheres, porém, não é o que acontece na prática. “Acredito que pelo fato de não existir fiscalização das normas trabalhistas, que obrigam as empresas a cumprirem com seus deveres, a discriminação acaba prevalecendo por questões culturais e históricas. No entanto, as mulheres podem e devem exigir equidade de direitos. Por outro lado, é necessário também que haja conscientização dos empregadores para que as mudanças sejam efetivas”, finaliza Daniela Lambertini.

Educação

Também em 2019, 25% das mulheres entre 25 e 34 anos tinham nível superior completo contra os 18,3% dos homens. Segundo a pesquisa do IBGE, quanto mais jovens as mulheres, maior é o acesso à educação.  “Acredito que seja uma questão cultural, mas que ao longo do tempo estamos conseguindo mudá-los”, completa a Dra. Busch






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