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Professor M.

Inovar: ou arrisco, ou assisto!

Inovar faz parte de uma atitude pessoal, profissional ou organizacional, onde eu arrisco agindo ou assisto a ação.

Prof. Manfrim

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Desafio constante no dia a dia das organizações, ‘inovar’ envolve o fato, a vontade, o comportamento, a necessidade ou a motivação de agir e fazer algo. Envolve encarar o desafio de produzir algo diferente e (ou) realizar algo atual melhor.

As diversas definições de inovação convergem ao ‘ato de agir’:

  • Inovação é uma nova ideia implementada com sucesso, que produz resultados (Ernest Gundling – 3M);
  • Inovação é a busca, descoberta, experimentação, desenvolvimento, imitação e adoção de novos produtos, novos processos e novas técnicas organizacionais (Giovanni Dosi – Univ. de Pisa);
  • Inovação é um processo estratégico de reinvenção contínua do próprio negócio e de criação de novos conceitos de negócios (Gary Hamel – Strategos);
  • Inovação é o resultado de um esforço de time (Tom Kelley – Ideo);
  • Inovação é processo de alavancar a criatividade para criar valor de novas maneiras, por meio de novos produtos, novos serviços e novos negócios (Ronald Jonash e Tom Sommerlatte- consultores);
  • Inovação é adotar novas tecnologias que permitem aumentar a competitividade da companhia (C. K. Prahalad – Univ. Michigan).

Definido também como “[…] realizar algo novo ou que nunca havia sido feito antes; produzir novidades; renovar; fazer com que fique novo; realizar a restauração (www.dicio.com.br).

O ato de inovar envolve invariavelmente ações de renovar, inventar, criar e introduzir novidades a produtos/serviços existentes ou novas soluções para clientes e mercados.

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Nesse sentido, basicamente existem duas posições a assumirmos em relação à inovação: (i) a posição ativa, de agirmos ou, (ii) a posição passiva, de assistirmos. São duas escolhas: ou somos ‘protagonistas’ ou somos ‘coadjuvantes’ na ação de inovar.

Logo, a posição ‘ativa’ de ‘protagonista’ envolve assumir alguns riscos, mas com grandes benefícios, diferente da posição ‘passiva’ e de ‘coadjuvante’, que denota um comportamento apático, secundário e neutro.

Inovar é agir

Correr riscos é próprio da ação e do ato de inovar! Caminhar em uma superfície desconhecida, explorar territórios novos e desbravar áreas do conhecimento pouco exploradas envolve incógnitas que podem acarretar em riscos e insucesso, como também sucesso nos negócios.

Antes de mais nada, para viver no universo do empreendedorismo e da inovação, é essencial estar disposto a correr riscos e lidar com suas consequências, positivas ou negativas, com variáveis desconhecidas.

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Isso pode se dar pela ausência, carência, exiguidade ou insuficiência de dados e informações sobre uma área pouco ou nada explorada, com produtos ou serviço nunca antes operacionalizados, simbolizando figurativamente o dito popular “construindo o carro com ele andando”.

Como disse Peter Drucker, “A inovação sempre significa um risco. Qualquer atividade econômica é de alto risco e não inovar é muito mais arriscado do que construir o futuro”.

Os riscos de não inovar

Assim, resumidamente, temos o risco de ‘não inovar’, que pode ser exemplificado com algumas considerações [1]:

– Obsolescência dos produtos/serviços;

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– Risco dos produtos/serviços não satisfazerem mais as necessidades dos clientes, não sendo mais também aceitos pelo mercado;

– Diminuição da rentabilidade (redução do valor dos produtos/serviços; diminuição das receitas);

– Perda de valor da imagem da empresa no mercado;

– Redução da competitividade concorrencial;

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– Perda de participação no mercado;

– Baixas oportunidades de negócios com clientes/mercados;

– Distanciamento dos padrões de mercado de tecnologias da informação e comunicação;

– Redução do ciclo de vida dos produtos/serviços.

– Concorrentes desenvolvendo rapidamente uma forma mais eficiente de inovar;

– Receita com dependência de um ou poucos produtos/serviços.

Com certeza, inovar pode implicar em elevados investimentos que, por consequência, podem também ser rentabilizados ao longo do ciclo de vida do novo produto/serviço e na exploração de um novo negócio ou mercado.

Os benefícios de inovar

Por outro lado, resumidamente, temos os benefícios de se ‘inovar’, que pode ser ilustrado com algumas considerações [1]:

– Aumento dos lucros/margens de lucro;

– Diversificação de produtos/serviços;

– Diferenciação de produtos/serviços;

– Satisfação das necessidades dos clientes/consumidores/mercado;

– Satisfação de necessidades emergentes dos clientes/consumidores/mercado;

– Fidelização dos clientes;

– Manutenção ou aumento da participação de mercado;

– Manutenção de uma posição estratégica no mercado;

– Aproveitamento de novas oportunidades de negócio;

– Criação de mercados;

– Personalização dos serviços/produtos;

– Ampliação da capacidade competitiva;

– Aproveitamento de economias de escala;

– Aproveitamento de sinergias (ex.: produção, comercialização, tecnologias, etc.);

– Melhoria da qualidade dos produtos/serviços;

– Melhoria dos processos organizacionais;

– Modernização tecnológica de comunicação e informação;

– Minimização da obsolescência do negócio;

– Reforço do valor da imagem no mercado;

– Proteção contra os ciclos económicos;

– Aumento do valor agregado aos negócios da empresa;

– Busca de vantagem competitiva;

– Mitigação de ameaças dos concorrentes.

Em síntese, a inovação pode proporcionar o tão desejado diferencial de mercado, diferencial de negócios e diferencial competitivo, três aspectos fundamentalmente importantes para qualquer tipo e tamanho de organização e empresa.

Dessa forma, independente da motivação, inovar acaba envolvendo quatro estímulos básicos: (i) inovar para sobreviver, (ii) inovar para competir, (iii) inovar para evoluir e (iv) inovar como estratégia.

Vale a pena rever os artigos ‘Dez fatores de sucesso da inovação – 10 FSI’, ‘Inovar versus inventar! Sinônimos versus Antônimos’ e ‘Inovações promissoras e sua sobrevivência’.

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[1] BAPTISTA, Paulo. A inovação nos produtos, processos e organizações.
Porto: Sociedade Portuguesa de Inovação, 1999.

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Prof. Manfrim, L. R.

Fanático em Gestão Estratégica (Mestrado). Obcecado em Gestão de Negócios (Especialização). Compulsivo em Administração (Bacharel). Consultor pertinente, Professor apaixonado, Inovador resiliente e Intraempreendedor maker.

Explorador de skills em Gestão de Projetos, Pessoas e Educacional, Visão Sistêmica, Holística e Conectiva, Marketing, Inteligência Competitiva, Design de Negócios, Criatividade, Inovação, Empreendedorismo e Futurismo.

Coautor de Livro na área de Educação Empreendedora no DF e membro da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes, Humanas e Sustentáveis.

Navegador atual nos mares do Banco do Brasil e Jornal de Brasília. Já cruzei os oceanos da Universidade Cruzeiro do Sul, Centro Univ. do Distrito Federal (UDF), Cia Paulista de Força e Luz (CPFL), IMESB-SP, Nossa Caixa Nosso Banco, Microlins SP, Sebrae DF e Governo do Distrito Federal.

Contato para palestras, conferências, eventos, mentorias, hackathons e pitchs: [email protected]

Linkedin – Prof. Manfrim

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