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Sobrinha de Caetano canta a Bahia

 

Ela nasceu num berço musical. É sobrinha de dois grandes ícones da música baiana e popular brasileira: Caetano Veloso e Maria Bethânia, da qual é afilhada. Falamos da cantora Belô Velloso, atração de hoje à noite, do Teatro Oi Brasília, pelo Projeto Encantadoras. O show faz um passeio pelos 15 anos de carreira da artista que nasceu na Bahia, em Santo Amaro da Purificação – terra natal dos tios –, mas radicou-se na capital carioca há mais de 20 anos.

 

 

A arte parece que corre pelas veias da família Velloso – isso mesmo com dois “L”s. Caetano foi registrado errado. Belô é filha da escritora Mabel Velloso e já soma oito álbuns gravados e mais de 20 participações em coletâneas nacionais e internacionais. É com Versão Brasileira, seu mais recente trabalho, que chega à capital do País, onde se apresentou uma vez. “Mas foi ótimo”, lembra. Os shows foram em uma curta temporada de cinco dias, há cinco anos. “Para mim, a resposta foi positiva e surpreendente. Encontrei um público animado e atento, participativo, respeitoso e carinhoso”, acrescenta.

 

 

No álbum, lançado em 2009, a moça faz releitura de Back to Black, da inglesa Amy Winehouse. “Minhas influências vêm, claro, dos meus tios, que são as figuras mais presentes na minha formação musical. Mas sou muito fã de Madonna e do pop inglês”, conta. “Decidi ser cantora quando vi Janis Joplin cantar”, revela. A cantora, de 39 anos, diz que foi influenciada pelo rock Brasil oitentista, Renato Russo, Cazuza e Marina Lima. 

 

 

Quanto a este último trabalho, “dei a ele um sotaque mais baiano, ritmamente falando. Quis misturar ritmos numa mesma música. Timbau, pandeiros, conga. Cada um fazendo um sotaque (o samba do Rio, o pagode da Bahia, o som de Santo Amaro, que é diferente). Convidei um baiano para produzir – o baixista Luciano Calazans. Venho sempre cantando a Bahia e dessa vez ainda mais”, reitera.

 

 

Belô Velloso conta que, quando saiu do Brasil, começou a ver a MPB de outra forma, de fora para dentro, e voltou a se encantar. “Tento imprimir minha identidade em tudo que faço e dar o meu melhor. Aprendi isso com Caetano e minha madrinha Bethânia”, destaca.

 

 

Em relação ao repertório do show, ela  adiantou  ao Jornal de Brasília: “A espinha dorsal será o Versão Brasileira, mas faço  releituras, como Lenda das Sereias, de Marisa Monte; Desde que o Samba é Samba, de Caetano; um pagode gravado por Belo e Sandra de Sá, Não Tem Saída; e, por fim, a mais preciosa, Samba do Grande Amor, de Chico Buarque. “Entreguei”, brincou.

 

 

Belô Velloso – Hoje, às 21h, show da cantora pelo projeto Encantadores. No Teatro Oi Brasília. (Golden Tulip Brasília Alvorada, vizinho ao Palácio da Alvorada). Ingressos: R$ 25, com direito a um CD da artista. Não recomendado para menores de 16 anos.

 

 

Leia mais na edição deste sábado (13) no Jornal de Brasília.

 

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